7.28.2008

I got hell looking up, heaven looking down




Sabe que até que foi muito muito muito mais legal do que eu imaginei? Esses meninos da república são uns fofos. Cuidaram tão bem de nós que me apaixonei pelo camping de alvenaria. Pena que a coisa toda acaba e logo pulam aqui na minha frente as contas, as malditas contas, trampo, contas, tosse, contas, asma, contas, voz rouca por demais e contas, muitas contas. E vamo que vamo, merda, trabalhar mais e mais pra pagar as contas demoníacas.


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Falar em demoníaca, não é que tinha uma cama lá possuída pelo demônio? A belzebu-sem-vergonha quebrou sem motivo aparente, quase fez Anine adquirir uma simpática fratura de fêmur, se recusou a passar pelo corredor, deu um jeito de apagar a luz e depois ainda ficava esticando a perninha pra gente tropeçar. Tentamos convencer os moradores a queimá-la, mas eles não quiseram. Então não há mais nada que possamos fazer. Agora estão lá eles com a cama-exu e eu aqui, tendo pesadelos com a dita cuja chegando de madrugada aqui em casa pra me buscar. Creda.


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E, finalmente, falar em creda, vai ali baixar Pathology que é do caralho. Não, inda não estreou. Sim, vale a pena piratear.

Sorte de hoje: Você terá uma velhice confortável com riqueza material.


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Ã-hã.

7.15.2008

Estou há mais de ano cogitando o que fazer com o canteiro onde estava o “plantão”. O “plantão” era uma planta bem das vagabundas, e não faço a menor idéia do nome dela, mas que dava uma folha i-men-sa e daquele verde tão verdinho de planta, que você passa a adorá-la, mesmo sendo horrorosa como é. Quando nos mudamos pra essa casa, ela já morava aqui e,exagerada, nem se incomodou em não atrapalhar a garagem. Esparramou-se com o prazer dos arrogantes, suas folhas gigantescas a bloquear meia garagem. Tive um certo respeito por ela, moradora mais antiga que era. Deixamo-a como quis, e usamos a outra garagem. Aí chegou uma empregada absolutamente tapada, e não entendeu que o “plantão” estava ali, reinando solene, simplesmente, e não só a podou demais, como passou a jogar todas as folhas secas que varria em cima do pobre “plantão”. Ele não resistiu aos ferimentos e, com múltiplas fraturas e escoriações graves, veio a falecer pouco após a chegada do Biruta. O canteiro morreu, simplesmente. Nessa época minha mãe estava aqui, doente, sem andar, sem movimento das mãos. Eu não vi que o “plantão” estava morrendo. Fui negligente, confesso. Mas, o que há de se fazer? Eu gostava do “plantão”, admirava-o. Mas ele se foi, e sobrou só a árvore das flores mais vermelhas que já vi. O resto é uma terra que resseca muito rápido em volta, e eu aqui matutando o que plantar ali. Tem que ser algo à altura do “plantão”: resistente, imponente, folgado, exibicionista. Vira e mexe rodo numas lojas de plantas e assunto aqui, assunto ali. Em meio a esse meu delírio do canteiro perfeito, em homenagem ao “plantão”, nem percebi que os cachorros já tomaram conta do canteiro. Vivem cavocando a terra que mais parece uma areia agora, enterram coisas, coçam as costas, sujam as unhas e patas. E adoram. Eu, burrinha assim, não liguei uma coisa à outra. E eis que hoje, durante a sessão regação-que-a-moça-do-tempo-disse-que-não-vai-chover-nunca-mais, tive uma epifania. O canteiro é dos cachorros agora, sua tonta. Não tem mais terra pra eles em lugar nenhum, as ruas são asfaltadas e não vamos a parques. Aquele pedacinho de 1x0,5m é tudo o que eles têm de contato com a terra, e agora são donos de lá. Até as plantas entenderam, você não acreditaria: nem mato cresce ali. Nem um capinzinho de nada.



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Aí fico me perguntando agora: será que o “plantão” sacrificou seu espaço pros meus filhos? Será que ele soube que esses serão os únicos filhos que terei?

7.10.2008

And you can't always get what you want, honey.
You can't always get what you want.
You can't always get what you want.



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Yeah, yeah, I heard you the first time.