2.14.2008

We would like to say
Things go both ways





Então, o carnaval foi isso. Foi uma merda descobrir que sou oficialmente uma tiazinha. Fizemos amigos novos, e duas amigas muito fofas também, o que é uma raridade; bebemos muito muito muito muito mesmo; a música era horrível, mas até que num dia lá acordamos às oito e pouco da madrugada com um Black Sabbath qualquer; sete pessoas num quarto minúsculo, das quais pelo menos três estavam doidas pra transar; muita chuva e a tal da Praça Tiradentes que cheira mesmo a xixi. Na boa, balada de moleque. Eu não tenho mais energia, mas me comportei como tal, com direito a vomitar na rua e tudo mais. Foi legal. Eu não poderia morrer sem ter passado um carnaval lá. Ou poderia, agora jamais saberei.



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Teve coisas boas, sim. Sempre tinha um cara te servindo cerveja super gelada e os bixos são deliciosamente mal tratados. Os moradores da república são em sua maioria uma simpatia, e a casa estava sempre limpinha e arrumadinha e coisetal. Pena que meu fígado, pobre fígado, não acompanhe mais. Pena.



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E minhas aulas que recomeçaram? Ai que preguiça. Calmacalmacalma, só mais dois anos, repito para mim mesma, mas parece que não resolve. Dois anos é muito tempo. E dois anos não são porra nenhuma.



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Vou arrumar meu guarda roupa. Se nenhuma criatura mutante de tentáculos gelequentos (adoro falar gelequento) nascida da cruza de cartinhas de amor infantis com apostilas de química analítica quantitativa IV me sugar lá pra dentro, devo reaparecer em breves dois ou três meses. Paciência, pois.