I was lost in the pages of a book full of death
Reading how we'll die alone
Ó, amada pseudo-dezáiner-pseudo-professora-pseudo-artista-pseudo-investidoradabolsa-pseudo-escritora, a que devemos a honra de um novo post seu, ainda que ruim? dirão meus milhares de fãs espalhados pelos quatro cantos do mundo, e, quiçá, do universo; ao que respondo, com franqueza: milhares de fãs, se eu soubesse quem são vocês, para vocês e apenas para vocês escreveria mais... no momento, só sei quem é a Suzana, então, beijo pra Suzana, e post novo pra Suzana, porque a Suzana merece e a Suzana me manda emails (mentira, a Suzana me mandou um email só) e de hoje em diante eu não gosto mais de vocês porque ninguém me manda mais emails e só gosto da Suzana e só escrevo de novo quando a Suzana mandar. E tenho dito.
- Agora sim, fui despedida de verdade. Foi feio o negócio. O mula sem noção me acusou de bloquear o site deles. E sabe como ele descobriu meu plano diabólico? Quando tentou salvar um banner em Flash que tem lá com o botão direito do mouse e não conseguiu. Valei-me. Foi a gota d´água. Joguei as porras das pastas todas no chão e mandei meu chefe e um outro cara que estava junto irem um foder a mãe do outro, e em seguida foderem um ao outro. Nem sei quem era o cara com ele. Aí meu (ex)chefe achou por bem desligar-me da insituição. E eu achei por bem mandá-lo enfiar essa merda de emprego no olho do cu, antes de sair batendo a porta. Nunca me senti tão bem em toda a minha vida.
- Claro que eu (também) ando me sentindo bem por causa do Prozac que o mediquinho véiozinho me receitou. Veja bem, não foi tão difícil conseguir:
- Minha jovem, qual o problema?
- Tô triste. Não paro de chorar.
- Aconteceu alguma coisa?
- O de sempre. Tô desempregada, cheia de conta pra pagar.
- E a família?
- Meu marido acha que eu sou um fusca.
- Filhos?
- Não, brigada.
- Mãe? Pai? Avós?
- Mami mora em Santos, papi também. São separados, e quase não o vejo porque ele é alcoólatra. Detesto minha vó viva, a outra morreu.
- Irmãos? Irmãs?
- Um irmão, morreu vai fazer nove anos.
- Tios? Tias? Primos?
- Tios e tias, morreram todos. Primos, não tenho contato.
- Tem amigos?
- Pra caralho. Mas não consigo achá-los.
- Ih.
- Pois é.
- Quer um antidepressivo?
- Pode continuar bebendo cerveja?
- Claro.
- Então eu quero.
- Você não usa drogas, né?
- Quais?
- Ih.
- Calma... ok, não uso.
- Melhor assim
- Também acho.
E eis que já estou no segundo mês das pílulas mágicas de felicidade. Felicidade a trinta mangos a caixinha. Felicidade a um real por dia. Bacaninha. Não sei por que não pensei nisso antes.
- Que eu não consigo achar meus amigos é mentira. Tem meu amor, meu querido amigo André que fica aqui em casa pajeando meus totós quando viajo, vai pro boteco comigo quando tenho que esperar o Maqes sair da aula, me compra pão de queijo e café e água com gás e doce e o que mais eu tiver com vontade de comer, me espera no dentista e depois faz mousse de maracujá porque eu tenho que comer comida geladinha, me lembra das provas e trabalhos, me ajuda a limpar a tela de serigrafia, assiste dezenas de jogos hediondos da liga infantil do Caiçara enquanto espera o aviãozinho buscar tóchico pra nós, me ama um montão e ainda por cima me conta as melhores histórias do mundo. Essa eu quase tive um troço de tanto rir:
"Você sabe que no interior não tem padaria, né? Tem umas mercearias, que vendem de tudo, inclusive pão, roscas, etc. E também tem café, leite, e o povo pode tomar um lanche ali mesmo se quiser. Aí foi esse cara na mercearia, faminto, e pediu uma rosca. Também pediu um café e pediu para que o tiozinho passasse manteiga na rosca pra ele. O tiozinho quase teve uma convulsão: VOCÊ QUER QUE EU CORTE A ROSCA NO MEIO E PASSE MANTEIGA? TÁ LOUCO? E o cara, o que é que tem, a rosca é minha... mas o tiozinho não botou uma fé: TÁ LOUCO? A ROSCA É DOCE!!! NÃO PODE PASSAR MANTEIGA!!! E o cara, que tava com fome mas não era bobo, sugeriu: então faz assim, embrulha a rosca e me dá um pote de manteiga que eu vou levar. Menos bobo foi o tiozinho, que já logo sacou qual era a do cara: DE JEITO NENHUM! VOCÊ PENSA QUE EU SOU IDIOTA? SE EU TE VENDER A MANTEIGA, VOCÊ VAI PROFANAR A ROSCA NA SUA CASA! E FORA DA MINHA MERCEARIA!!! E não vendeu a manteiga, e nem a rosca e nem o café. E o cara saiu de mãos abanando." Amei.
Tem algumas novidades ainda, mas tô com preguiça. Vou ali comprar TNLP3 e TNLP4 porque o Maqes mandou. Té mais.
Reading how we'll die alone
Ó, amada pseudo-dezáiner-pseudo-professora-pseudo-artista-pseudo-investidoradabolsa-pseudo-escritora, a que devemos a honra de um novo post seu, ainda que ruim? dirão meus milhares de fãs espalhados pelos quatro cantos do mundo, e, quiçá, do universo; ao que respondo, com franqueza: milhares de fãs, se eu soubesse quem são vocês, para vocês e apenas para vocês escreveria mais... no momento, só sei quem é a Suzana, então, beijo pra Suzana, e post novo pra Suzana, porque a Suzana merece e a Suzana me manda emails (mentira, a Suzana me mandou um email só) e de hoje em diante eu não gosto mais de vocês porque ninguém me manda mais emails e só gosto da Suzana e só escrevo de novo quando a Suzana mandar. E tenho dito.
- Agora sim, fui despedida de verdade. Foi feio o negócio. O mula sem noção me acusou de bloquear o site deles. E sabe como ele descobriu meu plano diabólico? Quando tentou salvar um banner em Flash que tem lá com o botão direito do mouse e não conseguiu. Valei-me. Foi a gota d´água. Joguei as porras das pastas todas no chão e mandei meu chefe e um outro cara que estava junto irem um foder a mãe do outro, e em seguida foderem um ao outro. Nem sei quem era o cara com ele. Aí meu (ex)chefe achou por bem desligar-me da insituição. E eu achei por bem mandá-lo enfiar essa merda de emprego no olho do cu, antes de sair batendo a porta. Nunca me senti tão bem em toda a minha vida.
- Claro que eu (também) ando me sentindo bem por causa do Prozac que o mediquinho véiozinho me receitou. Veja bem, não foi tão difícil conseguir:
- Minha jovem, qual o problema?
- Tô triste. Não paro de chorar.
- Aconteceu alguma coisa?
- O de sempre. Tô desempregada, cheia de conta pra pagar.
- E a família?
- Meu marido acha que eu sou um fusca.
- Filhos?
- Não, brigada.
- Mãe? Pai? Avós?
- Mami mora em Santos, papi também. São separados, e quase não o vejo porque ele é alcoólatra. Detesto minha vó viva, a outra morreu.
- Irmãos? Irmãs?
- Um irmão, morreu vai fazer nove anos.
- Tios? Tias? Primos?
- Tios e tias, morreram todos. Primos, não tenho contato.
- Tem amigos?
- Pra caralho. Mas não consigo achá-los.
- Ih.
- Pois é.
- Quer um antidepressivo?
- Pode continuar bebendo cerveja?
- Claro.
- Então eu quero.
- Você não usa drogas, né?
- Quais?
- Ih.
- Calma... ok, não uso.
- Melhor assim
- Também acho.
E eis que já estou no segundo mês das pílulas mágicas de felicidade. Felicidade a trinta mangos a caixinha. Felicidade a um real por dia. Bacaninha. Não sei por que não pensei nisso antes.
- Que eu não consigo achar meus amigos é mentira. Tem meu amor, meu querido amigo André que fica aqui em casa pajeando meus totós quando viajo, vai pro boteco comigo quando tenho que esperar o Maqes sair da aula, me compra pão de queijo e café e água com gás e doce e o que mais eu tiver com vontade de comer, me espera no dentista e depois faz mousse de maracujá porque eu tenho que comer comida geladinha, me lembra das provas e trabalhos, me ajuda a limpar a tela de serigrafia, assiste dezenas de jogos hediondos da liga infantil do Caiçara enquanto espera o aviãozinho buscar tóchico pra nós, me ama um montão e ainda por cima me conta as melhores histórias do mundo. Essa eu quase tive um troço de tanto rir:
"Você sabe que no interior não tem padaria, né? Tem umas mercearias, que vendem de tudo, inclusive pão, roscas, etc. E também tem café, leite, e o povo pode tomar um lanche ali mesmo se quiser. Aí foi esse cara na mercearia, faminto, e pediu uma rosca. Também pediu um café e pediu para que o tiozinho passasse manteiga na rosca pra ele. O tiozinho quase teve uma convulsão: VOCÊ QUER QUE EU CORTE A ROSCA NO MEIO E PASSE MANTEIGA? TÁ LOUCO? E o cara, o que é que tem, a rosca é minha... mas o tiozinho não botou uma fé: TÁ LOUCO? A ROSCA É DOCE!!! NÃO PODE PASSAR MANTEIGA!!! E o cara, que tava com fome mas não era bobo, sugeriu: então faz assim, embrulha a rosca e me dá um pote de manteiga que eu vou levar. Menos bobo foi o tiozinho, que já logo sacou qual era a do cara: DE JEITO NENHUM! VOCÊ PENSA QUE EU SOU IDIOTA? SE EU TE VENDER A MANTEIGA, VOCÊ VAI PROFANAR A ROSCA NA SUA CASA! E FORA DA MINHA MERCEARIA!!! E não vendeu a manteiga, e nem a rosca e nem o café. E o cara saiu de mãos abanando." Amei.
Tem algumas novidades ainda, mas tô com preguiça. Vou ali comprar TNLP3 e TNLP4 porque o Maqes mandou. Té mais.


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