There's a killer on the road
Era uma vez eu. Quando eu era pequenininha, via minha mãe datilografando e sonhava que um dia eu ia datilografar tanto, mas tanto, que ia ficar com calos nas pontas dos dedos. Minha mãe não me deixava datilografar; sempre fui desastrada e as pessoas sempre tiveram medo de me deixar mexer com objetos delicados. Então resolvi escrever umas historinhas nas agendas velhas do ano passado que meu pai me dava de presente. Aí eu cresci e parei de escrever nos diários de agenda velha do ano passado, já que nunca termino nada que eu começo e comecei a escrever no Word porque eu já trabalhava o dia todo num computador mesmo, aí pensei, eba! assim não dá trabalho... e tudo ia muito bem até o dia em que aquele filho de um pai sem rola me pediu pra escrever o jornalzinho deles, e eu fiquei tão feliz, mas tão feliz que até fiz pesquisas de notícias inéditas e tudo mais, e tudo era bonito e colorido e ia muito bem, aí o filho de um pai sem rola me chama de canto e diz que o jornalzinho estava perdendo o propósito, que estava desvirtuando e eu chorei a minha própria incompetência, e aí eu resolvi que nunca mais escrevo de graça. Agora só pagando. Menos aqui, lógico, que ninguém lê mesmo. Fim.
Era uma vez eu. Quando eu era pequenininha, via minha mãe datilografando e sonhava que um dia eu ia datilografar tanto, mas tanto, que ia ficar com calos nas pontas dos dedos. Minha mãe não me deixava datilografar; sempre fui desastrada e as pessoas sempre tiveram medo de me deixar mexer com objetos delicados. Então resolvi escrever umas historinhas nas agendas velhas do ano passado que meu pai me dava de presente. Aí eu cresci e parei de escrever nos diários de agenda velha do ano passado, já que nunca termino nada que eu começo e comecei a escrever no Word porque eu já trabalhava o dia todo num computador mesmo, aí pensei, eba! assim não dá trabalho... e tudo ia muito bem até o dia em que aquele filho de um pai sem rola me pediu pra escrever o jornalzinho deles, e eu fiquei tão feliz, mas tão feliz que até fiz pesquisas de notícias inéditas e tudo mais, e tudo era bonito e colorido e ia muito bem, aí o filho de um pai sem rola me chama de canto e diz que o jornalzinho estava perdendo o propósito, que estava desvirtuando e eu chorei a minha própria incompetência, e aí eu resolvi que nunca mais escrevo de graça. Agora só pagando. Menos aqui, lógico, que ninguém lê mesmo. Fim.


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