12.01.2006

If I were to sleep, I could dream



Hoje o filho da empregada veio com ela, uma graça, cinco anos, falante, engraçado e sorridente. O filho da empregada nova, veja bem, a antiga mandamos de volta para o inferno. O menino ficou a manhã inteira, sozinho, brincando com sete bolinhas de gude. Veio agorinha com as estatísticas: ganhou dele mesmo três vezes, perdeu quatro e empatou duas. E me informou, cheio de pesar:

- Não tô num dos dias melhores da minha profissão, tia.
- Ah, é? E qual é sua profissão?
- Jogador de gude pró.
- Pró?
- Pró-fissional.


....



Deus, por favor, se você existe mesmo, ignora as pragas da minha mãe e deixa eu ter um filho bacaninha assim, por favor, por favor. Se é que terei um filho um dia.