But it was only fantasy. The wall was too high, as you can see.
Acredito que seja mal do signo, que todo geminiano seja obssessivo. Mal do signo ou não, fato é que, quando cismo com uma coisa, é difícil levar a vida normalmente, pois todo o resto perde a importância. Complicado isso, o trabalho se acumula e instalações e esculturas e fichamentos mil da faculdade vão ficando para trás, mas aquela obsessão está ali, e ela é mais forte que todo o resto, que o sono e a fome e o riso, ela está ali tão concreta que você pode tropeçar na beirada dela, pode mergulhar nela, nadar oitocentos metros e sair seco do outro lado, porque ela é tão maior que seus pensamentos que não cabe na sua cabeça, que dirá na sua vida.
....
Mas o pior mesmo é alcançar o ponto, chegar lá, conseguir, rios de adrenalina, taquicardia, aí você tira as fitas e abre a caixa, olha lá dentro e descobre que, desde o começo, não tinha nada de mais. Uma manchinha mínima, lá no fundo da caixa, tão velha e tão minúscula que nem pensar em percebê-la sem lupa. E só um coração disforme desenhado numa das bordas, obsoleto, triste. Meio desbotado, claro, foi desenhado com pouco sangue e o sangue já foi lavado tantas vezes, tantas. Não nasci pra me decepcionar, não lido bem com isso. Portanto, serei obrigada a tumultuar, tenho que colocar umas coisas ali dentro e esperar para ver. Essa espera deliciosa.
Acredito que seja mal do signo, que todo geminiano seja obssessivo. Mal do signo ou não, fato é que, quando cismo com uma coisa, é difícil levar a vida normalmente, pois todo o resto perde a importância. Complicado isso, o trabalho se acumula e instalações e esculturas e fichamentos mil da faculdade vão ficando para trás, mas aquela obsessão está ali, e ela é mais forte que todo o resto, que o sono e a fome e o riso, ela está ali tão concreta que você pode tropeçar na beirada dela, pode mergulhar nela, nadar oitocentos metros e sair seco do outro lado, porque ela é tão maior que seus pensamentos que não cabe na sua cabeça, que dirá na sua vida.
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Mas o pior mesmo é alcançar o ponto, chegar lá, conseguir, rios de adrenalina, taquicardia, aí você tira as fitas e abre a caixa, olha lá dentro e descobre que, desde o começo, não tinha nada de mais. Uma manchinha mínima, lá no fundo da caixa, tão velha e tão minúscula que nem pensar em percebê-la sem lupa. E só um coração disforme desenhado numa das bordas, obsoleto, triste. Meio desbotado, claro, foi desenhado com pouco sangue e o sangue já foi lavado tantas vezes, tantas. Não nasci pra me decepcionar, não lido bem com isso. Portanto, serei obrigada a tumultuar, tenho que colocar umas coisas ali dentro e esperar para ver. Essa espera deliciosa.


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