Nobody said it was easy
Acho que não voltei totalmente – não que alguém tenha realmente sentido minha falta, mas beleza - já que o tempo anda muito escasso, e inda fui obrigada a fazer uma merda de um tal de “caderno do artista” (artista de cú é rola), que consome todo o meu humor negro antes que chegue aqui... pena. Mas eu precisava, de qualquer jeito, registrar os acontecimentos mais importantes e recentes... precisava, entende? Além disso tem coisa que não dá pra escrever lá. É isso.
- Apareceu um vira-lata lindo aqui. Me apaixonei, comprei um trilhão de dólares de acessórios fofos e ração cara, dei banho, vermífugo, fiz carinho e levei pra passear. Botei até uma medalhinha no pesoço dele com seu novo nome, Costela. Pus a foto dele no Orkut e no MSN. Pois o filho-da-puta não resolve desaparecer? Vá se foder. Nunca mais faço caridade pro mundo animal.
- Meu aniversário é terça que vem, e, incrivelmente, não estou doente. Só uma tossezinha básica de fumante, mas essa eu diria até que é charmosa. Me deixa com uma voz rouca assim, de atendente de tele-sexo. Yeah.
- No útimo feriado fomos ao Camping Rock, uma espécie de Woodstock tupiniquim. Do caralho. Vale a viagem de qualquer canto, vai lá que você vai gostar, mas, infelizmente, esse ano só ano que vem.
- Tem idade pra fazer faculdade, e definitivamente eu já passei dela. O bom é que as pessoas lá são legais e tal, e fiz vários amigos e tal, e sei de várias fofocas (adoro fofoca) e tal, mas, fala sério. Tô tendo que assistir todas as minhas séries na reprise do domingo... que horas vou ficar bêbada agora? Tá, eu fico bêbada todo sábado à tarde, mas não vale, um dia na semana é muito pouco. Isso não se faz com uma senhora semi-idosa e com pouco tempo de vida, assim como eu.
- O café mineiro é ruim, mas o café da faculdade é o pior café que existe no mundo. Se existe mesmo um inferno, as pessoas ficam lá espremidas numa calça minúscula e tomando esse café o dia inteiro e ouvindo fãnc. Tenho certeza.
- A qualidade do café mineiro é inversamente proporcional à da maconha. Ô coisa boa.
- Mesmo depois de um ano aqui, ainda não estou falando mineirês, mas já falo “nu”. Isso é realmente engraçado.
- Agora a gente tem uma faxineira aqui, que vem uma vez por semana. A tia é mega engraçada. Passou uma tarde inteira me tentando explicar que a vizinha da prima do patrão do ex-colega de escola de não sei quem estava com “emborróigas”, e tava cagando veia. Eu não conseguia parar de rir.
- BH tem muitas coisas engraçadas, mas a melhor chega aqui uma vez por semana: o maravilhoso, incrível, imbatível e único “Paraíso Comercial”, o jornal de ofertas de bairro mais fofo que eu já vi. Olha só a pérola campeã da semana:

Tem mais, mas tô com preguiça agora... quem sabe na próxima edição?
Acho que não voltei totalmente – não que alguém tenha realmente sentido minha falta, mas beleza - já que o tempo anda muito escasso, e inda fui obrigada a fazer uma merda de um tal de “caderno do artista” (artista de cú é rola), que consome todo o meu humor negro antes que chegue aqui... pena. Mas eu precisava, de qualquer jeito, registrar os acontecimentos mais importantes e recentes... precisava, entende? Além disso tem coisa que não dá pra escrever lá. É isso.
- Apareceu um vira-lata lindo aqui. Me apaixonei, comprei um trilhão de dólares de acessórios fofos e ração cara, dei banho, vermífugo, fiz carinho e levei pra passear. Botei até uma medalhinha no pesoço dele com seu novo nome, Costela. Pus a foto dele no Orkut e no MSN. Pois o filho-da-puta não resolve desaparecer? Vá se foder. Nunca mais faço caridade pro mundo animal.
- Meu aniversário é terça que vem, e, incrivelmente, não estou doente. Só uma tossezinha básica de fumante, mas essa eu diria até que é charmosa. Me deixa com uma voz rouca assim, de atendente de tele-sexo. Yeah.
- No útimo feriado fomos ao Camping Rock, uma espécie de Woodstock tupiniquim. Do caralho. Vale a viagem de qualquer canto, vai lá que você vai gostar, mas, infelizmente, esse ano só ano que vem.
- Tem idade pra fazer faculdade, e definitivamente eu já passei dela. O bom é que as pessoas lá são legais e tal, e fiz vários amigos e tal, e sei de várias fofocas (adoro fofoca) e tal, mas, fala sério. Tô tendo que assistir todas as minhas séries na reprise do domingo... que horas vou ficar bêbada agora? Tá, eu fico bêbada todo sábado à tarde, mas não vale, um dia na semana é muito pouco. Isso não se faz com uma senhora semi-idosa e com pouco tempo de vida, assim como eu.
- O café mineiro é ruim, mas o café da faculdade é o pior café que existe no mundo. Se existe mesmo um inferno, as pessoas ficam lá espremidas numa calça minúscula e tomando esse café o dia inteiro e ouvindo fãnc. Tenho certeza.
- A qualidade do café mineiro é inversamente proporcional à da maconha. Ô coisa boa.
- Mesmo depois de um ano aqui, ainda não estou falando mineirês, mas já falo “nu”. Isso é realmente engraçado.
- Agora a gente tem uma faxineira aqui, que vem uma vez por semana. A tia é mega engraçada. Passou uma tarde inteira me tentando explicar que a vizinha da prima do patrão do ex-colega de escola de não sei quem estava com “emborróigas”, e tava cagando veia. Eu não conseguia parar de rir.
- BH tem muitas coisas engraçadas, mas a melhor chega aqui uma vez por semana: o maravilhoso, incrível, imbatível e único “Paraíso Comercial”, o jornal de ofertas de bairro mais fofo que eu já vi. Olha só a pérola campeã da semana:

Tem mais, mas tô com preguiça agora... quem sabe na próxima edição?


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