9.30.2005

Today has been a fucked up day



Você sabe usar o 3D Studio Max? Não?

Nem eu.

9.26.2005

I'd like to drop my trousers to the world




Conclusões mau-humoradas de uma segunda feira cheia de nuvens e ressaca:

- Pelo de cachorro não sai nunca mais do carpete. Não adianta varrer, aspirar, escovar. Ou tira-se o carpete ou sacrifica-se o cachorro.

- Mala direta só funciona para os outros.

- Minha vida financeira funciona como um jogo de paciência na contagem vegas. Quanto mais passa o tempo, mais pobre fico.

- Por mim, todos os atendentes do Velox poderiam pegar essa porra de discurso pronto e enfiar no cú.

- Vou votar “não” no dia do referendo. Só pra eu poder comprar uma arma e matar todos os atendentes do Velox. Depois de enfiar a porra do discurso pronto no cú de todos eles. Um por um.

- “A senhora deseja mais alguma informação?” é a puta que o pariu. Você não disse que horas meu link voltaria, logo, não me deu informação nenhuma. Pegue essa porra de discurso pronto e enfie no cú.

- Some Kind of Monster não vale os trinta e nove e noventa, ainda que não saídos do meu bolso. Antes eu achava, agora tenho certeza. Metallica é uma banda composta basicamente de viados.

- Se eu descobrir que realmente os vizinhos da casa com piscina estão roubando nossa energia, como desconfiamos, vai ser mais um motivo para o “não” no dia do referendo.

- É a segunda vez que me pego cantando “i´ll take you to the candy shop... i´ll let you lick the lollypop...”. Depois reclamam do Bonde do Tigrão. Outro motivo para o “não”. Vou acabar com essa rádio maldita.

- Quando eu falo a verdade ninguém acredita mesmo. Vou começar a mentir o tempo todo.

- E pretendo começar lendo tarô por dinheiro. O povo é estúpido mesmo. Ninguém ia duvidar de mim.

- Fiquei feliz ao saber que Moby viria pra cá, embora eu não fosse mesmo ao show. Fiquei triste ao ver o letreiro luminoso, onde anunciavam alegremente “Mobby”. Por isso nunca vem show bom pra cá. O povo é ignorante e merece viver no limbo cultural por toda a eternidade.

- Além de ignorante esse povo é surdo. Toda vez que pedimos um Marlboro, as pessoas entendem bombom. Não consigo ver a relação. Um até mandou: “só tem trufa”.


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Update: descobri que o problema no Velox não era da Telemar, e sim nosso. Max arrumou, mas, como não estou num dia nada bom, liguei novamente para reclamar. A atendente imbecil pediu desculpas e pediu pra eu tentar conectar novamente em uma hora. Eles nem sabem o que se passa e pedem desculpas, automaticamente. Pedi um desconto. Eles deram. E assim se leva a vida.

9.22.2005

Bottles and cans, just clap your hands and just clap your hands...



A pior coisa do mundo é água com gás sem gás. Provoca gumitos na pessoa, escuta o que eu tô falando.



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Pois é, essa história de água com gás surgiu no momento em que eu parei de tomar Coca-Cola, pelo menos durante a semana, e eu preciso de alguma bebida com gás. Não foi nenhuma crise natureba não, porque assumo meus vícios e nada me atrai mais do que um dia morrer deles. Foi o dotô mineiro, que fala “poblema”. O dotô jura que se formou em Medicina e que se especializou em Endocrinologia, o Médico das Gordas e Barangas. Como eu sou uma gorda (mas não sou baranga, que fique claro), e ele é o Médico das Gordas que aceita meu convênio (meu uma vírgula, do Maqes), fui lá. O poblema é a fast food daqui, o poblema é o sedentarismo de lá, dotô me pediu uns exames de gordo - colesterol e essas porras todas. Fiz os exames e levei lá. O poblema passou a ser minha taxa de triglicérides, que ele disse que estava muito alta. Sei não, acho 550 um número simpático. Depois de muitos berros (sério, o Seo Dotô berrava comigo), ele resolveu me dar umas anfetas das boas, não aquelas que o Walter Mercado tinha me passado. Coisa fina, com retenção de receita e direito a tarja preta. Fiquei feliz, já que agora nem sinto fome nem sede nem nada e fico bêbada muito mais rápido. Já emagreci um tanto, falta outro tanto. Falta-me Coca-Cola no sangue e só. De resto, acho que o diazepan ameniza... ah, nada como drogas químicas. Faz um bem danado.

9.16.2005

Every waking hour I'm choosing my confessions



Na verdade eu tenho sim, muitas histórias pra contar. Mas não dá. Eu quero falar das coisas rotineiras e não consigo, porque meus pensamentos são mais rápidos que os dedos e invariavelmente eu perco o fio da meada antes de concluir a história. Aí tenho que inventar um final, ora essa, onde já se viu história sem final? E acabo me enrolando e na verdade esse blog é tão parecido com a minha vida que é parecido até demais. Quando tudo está calmo eu só posso reclamar, e quando tudo está de pernas para o ar, só posso querer fugir. Quando há o que dizer não quero, nem gosto, nem acho apropriado. Quando não há sinto vontade de me explicar, e na verdade não faço a menor idéia de para quem ando me explicando ultimamente. No meio desse universo de letras virtuais, sinto-me como se tudo fosse real e esse meu anonimato real vira nosso anonimato na cidade nova, onde as pessoas passam por você e não te olham. Não te olham porque não te conhecem, deusdocéu, eu digo pra mim mesma mas nem eu acredito que uma coisa tão óbvia possa fazer sentido. E fico aqui me justificando e sentindo que falo com as paredes, já que ninguém lê. Mas essa ainda não é a pior parte. O pior mesmo é que faço questão de dizer a verdade, ainda que essa verdade só exista aqui na minha cabeça, ainda que não faça o menor sentido.