7.31.2005

Turning holy water into wine



Agradeço a Santo eMule pela graça alcançada.


L.R.V.

7.26.2005

- Me dá uma força aí: caracteriza crime de usura, com quatro letras.
- Ágio.
- Não dá certo.
- Tem que dar.
- Mas aí a vertical vai ficar com final HL. Não existe palavra assim.
- Á-G-I-O, não é ágil, sua lerda.
- Ah, tá. Agora deu.



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Sem dúvida precisamos (eu e Max) de amigos novos.

7.21.2005

Modern Love



Aí eu queria tanto um sheepdog pra fazer companhia pro cachorro doidão. O doidão é um husky, o que sem dúvida põe em xeque minha suposta sanidade mental: os pelos dos dois juntos vão invadir BH. Sim, é em BH que moro agora. É legal aqui, sabe? O sotaque das pessoas me faz ter vontade de rir, mas creio que um dia isso passa. Nos homens o sotaque é ainda mais engraçado, e meu gaydar ficou maluquinho no começo... agora já está melhor. Voltando ao sheepdog, ando procurando em sites de doação alguma alma generosa que queira me dar um filhotinho desses (tem que ser filhotinho, pro cachorro doidão se acostumar), e em troca prometo que cuidarei muito bem dele. Claro que tem que ser doado, eu jamais compraria um cachorro. Se for pra comprar, adoto um vira-lata. E antes que você me condene, saiba que eu sou a maior adotante de gatos vira-lata abandonados e maltratados e cheios de pulga da Via Láctea - já cumpri minha obrigação social, agora posso querer um bicho de raça. E eu quero um sheepdog, e tem que ser sheepdog de verdade, peludão, nada desses seres mutantes que eu vejo nos sites de adoção. Dá até medo. Basset Hound mestiço com Husky Siberiano. Dog Alemão com Pitt Bull. Poodle com SRD é mato. Aliás, qualquer raça com SRD é mato. As pessoas ficam querendo melhorar a condição do pobre, pra ver se alguém adota mais rápido? Fora que um dia perde-se o pé das coisas. Imagina só:

- Oi, eu vi um anúncio seu no site tal, a respeito de um Labrador.

- Ah tá... você gostaria de adotar?

- Gostaria sim. Tem pedigree?

- Aí, no caso, não tem pedigree porque não é puro, compreende? É mestiço, mas ninguém diz.

- Mestiço com o quê?

- São Bernardo.

- Credo.

- E Boxer.

- Hã?

- E Yorkshire.

- Olha só, não quer dar o cachorro, não dá. Mas não há necessidade de fazer piada de mau gosto.

- E siamês, compreende?

- Peraí, siamês não é gato?

- Era terça feira de carnaval, meu amigo. Ninguém era de ninguém, compreende?

7.19.2005

meu amigo: ei, como vc faz pra aparecer o q houve no media player como msg pessoal no msn?

eu: houve é foda.


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Preciso de amigos novos.

7.05.2005

Schizophrenia




Sabe musiquinha-chiclete, que você não consegue parar de cantar? Acabo de substituir a horrível melodia das Quartas de Bum da Sony (não-não-perca-as-quartas-de-bum-bum-bum) pela um tanto mais simpática musiquinha da Cemig. O que não deixa de ser um bom sinal... sinal de que ando ouvindo mais rádio do que vendo televisão. Mesmo sendo as rádios daqui as piores do sistema solar. Quem sabe um dia até me livro dessa invenção do coisa-ruim? Segundo aqueles outdoors sem pé nem cabeça da Marginal Tietê, televisão é a imagem da besta. E filho-terra-sangue-Jesus-abatedouro. E outras coisas assim que não me lembro direito, mas... devem fazer sentido pra alguém. Ok, vamos à musiquinha. É boa, acredite.


Nós sooooomos os filhos* da Cemiiiiigueee
Somos nós (voz de tiozinho de desenho animado)
Levamos energia pro seu laaaaar
É, pro seu lar (voz de tiozinho descolado de desenho animado)
Ficamos láááá no alto, bem longe das pessoooooas
Bem longe (voz de tiozinho gordinho de desenho animado)
Pra ninguém se acidentaaaaaar


Oh, yeah.


* Max tenta me convencer que, na verdade, a música diz “nós somos os FIOS da Cemig”, que faz bem mais sentido. Mas eu entendi “os filhos” da primeira vez e agora não consigo cantar diferente. Nós somos os filhos da Cemig e pronto.

7.04.2005

Have I run too far to get home?





Móveis no lugar, quadros nas paredes, livros nas estantes. Finalmente. Eletrodomésticos novos que realmente funcionam e uma aliança esquisita no meu dedo, cara, como incomoda isso aqui. Dá vontade de tirar a toda hora, mas não. Não é assim que deve ser. Deve-se usar o anelzinho, deve haver comprometimento. Eu deverei ainda, um dia desses, mudar todos os meus documentos, já que meu nome mudou. Essa ainda é a parte mais esquisita... e meu pai não ficou muito feliz, já que o nome suprimido foi o dele. O meu ficou mais bonito, sabe? Mas é muito estranho, depois de quase 30 anos assinando dum jeito, de repente tenho que lembrar que agora meu sobrenome é outro. Que eu sou uma nova pessoa, parte de outra. Que somos um só e precisamos cuidar um do outro, que somos uma nova família pequenina, de duas pessoas. Somos uma entidade, Sr. e Sra. Somos um casal que é sempre convidado para as festinhas e almoços e jantares como se fôssemos apenas um. Vocês vão, né? Vocês. Não existe mais vá e se quiser leve sua namorada. Agora as coisas são diferentes e tão mais legais. Somos forasteiros aqui e tudo é novidade. Temos conhecido pessoas novas, que poderão vir a ser novos amigos. Nos perdemos pelas ruas, entramos em bares que nunca vimos, nos atrapalhamos na hora das compras porque os nomes das comidas são outros. Os pets chegaram, e também estão se adaptando. O cachorro lá fora e a gata aqui dentro... tememos uma aproximação. O cachorro é muito grande e a gata muito brava. Têm acontecido coisas divertidas, assustadoras. O bairro aqui é um barato: parece cidade do interior. Estamos a dez minutos do centro, mas aqui é interior. As ruas ficam desertas após as nove da noite e tem uns comercinhos engraçados. As mulheres ficam jogando conversa fora nas calçadas sob o sol da tardinha. Crianças empinam pipas e brincam pelas ruas. A locadora local não tem mais que trinta filmes, e o barbeiro onde o Max corta o cabelo deve ter uns cento e cinqüenta anos. As frutas são bem baratinhas ali na quitanda. É legal. Tranqüilo. Fácil. Um fôlego novo naquela minha ex-vida, chata e enroscada demais. Agora tá bom. Vamos curtir.



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Nesse exato momento, tem um amigo me dizendo no MSN que eu deveria sair mais de casa... que fico o dia todo trancada. Sair pra quê, meu anjo? Tenho tudo o que preciso aqui: sol no quintal, fazendo brilhar a folhagem, o cachorro doidão todo feliz quando eu saio, não importa quantas vezes isso aconteça, a gata enroscada nos meus pés quando estou no computador, banana-maçã e Ninho Soleil de café da manhã, dar um jeitinho aqui e ali, lavar um edredon, Seinfeld três vezes por dia, picar uns legumes pra janta, tomar um banho beeeeem longo e ir buscar o Max, voltar e me enroscar nele... sair pra quê? Finalmente, tenho tudo o que preciso.