1.04.2005

I'm easy like a sunday morning





Não entendo esse povo chato que não gosta de Natal e nem de Reveião e nem de aniversários e faz questão absoluta de passar essas datas escondidos em casa, sozinhos. Eu gosto de tudo quanto é data comercial. Dia das mães, dos Pais, do Inventor do Abridor de Latas, não importa, gosto mesmo é da festinha. Claro que nem sempre fui assim, quando eu era uma mocinha delicada que só me vestia de preto e trancava-me no quarto e ameaçava me matar dia sim, dia não, era revoltadinha contra essas coisas como todo adolescente deve ser. Como diz meu amigo Álvaro, faz parte. Acabei percebendo que era desperdício de energia e tempo lutar contra. Se a festinha taí mesmo, vamos lá aproveitar e ter uma boa desculpa para encher a cara. Irmãos, embebedai-vos! E olha que inda dá para aproveitar esses dias em que as pessoas parecem mais simpáticas do que realmente são para dar uma desencanada desse stress filho da puta. Se é hipocrisia ou não, eu quero mais é que se foda. O importante é que fica todo mundo com um sorriso na cara e todo mundo com um sorriso na cara tem mais disposição pra fazer um rango gostoso, mais vontade de cantar músicas bregas e menos tempo para atazanar a vida alheia. No fundo, no fundo, acredito que esse povo chato que não gosta de Natal e nem de Reveião e nem de aniversário só finge que não gosta. Só pra ser diferente. E, para mim, quem quer ser muito diferente tá na verdade é com vergonha de ser tão igual. Então para de ficar aí emburrando com o que não tem jeito, meu amigo, e deixa a vida te levar. E relaxa, senão quem te leva é a onda.



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Caralho. E eu que achava que doze metros eram merreca.