And the feeling coming from my bones says find a home
Tantas, tantas mudanças que eu nem sei por onde começar. Minha vida está tão, mas tão bagunçada, que não sei como ajeitar isso tudo até janeiro. Não sei como, mas terei que dar um jeito, já que, felizmente, dessa vez as mudanças são para melhor. Ufa. Minha cabeça, então, nem se fala. Minha cabeça já é tumultuada por natureza. Esses dias tenho tido a sensação que uns moleques fizeram um arrastão nas minhas idéias...e muita coisa foi levada embora, mas a maioria só está fora do lugar mesmo. Aquelas gavetinhas onde eu guardava algumas vergonhas sumiram, e não tenho idéia de onde foram parar. Aquele arquivo de metal antigo, onde, nas pastas suspensas, eu tinha algumas convicções para toda a vida, e que inclusive estava fechado à chave, deu lugar a uma estante, onde posso ver os meses do futuro, alinhadinhos, cheios de promessas e cores que nunca vi antes. Aquelas caixas de papelão, empilhadas temporariamente para sempre naquele canto escuro, onde eu escondia alguns terrores, foram jogadas no chão e tudo se espalhou: agora vejo alguns demônios vindo lenta e implacavelmente em minha direção, outros se arrastando para as frestas do chão de tábuas, outros se liquefazendo e logo em seguida evaporando. Tudo confuso e desordenado, e mal consigo acordar e viver, sem esbarrar em algo que não estava ali, caralho, simplesmente não estava ali antes. E eu aqui, perplexa, pensando em como será que essa história vai acabar. Como será meu futuro.
E quer saber? Sem um pingo de medo.
Tantas, tantas mudanças que eu nem sei por onde começar. Minha vida está tão, mas tão bagunçada, que não sei como ajeitar isso tudo até janeiro. Não sei como, mas terei que dar um jeito, já que, felizmente, dessa vez as mudanças são para melhor. Ufa. Minha cabeça, então, nem se fala. Minha cabeça já é tumultuada por natureza. Esses dias tenho tido a sensação que uns moleques fizeram um arrastão nas minhas idéias...e muita coisa foi levada embora, mas a maioria só está fora do lugar mesmo. Aquelas gavetinhas onde eu guardava algumas vergonhas sumiram, e não tenho idéia de onde foram parar. Aquele arquivo de metal antigo, onde, nas pastas suspensas, eu tinha algumas convicções para toda a vida, e que inclusive estava fechado à chave, deu lugar a uma estante, onde posso ver os meses do futuro, alinhadinhos, cheios de promessas e cores que nunca vi antes. Aquelas caixas de papelão, empilhadas temporariamente para sempre naquele canto escuro, onde eu escondia alguns terrores, foram jogadas no chão e tudo se espalhou: agora vejo alguns demônios vindo lenta e implacavelmente em minha direção, outros se arrastando para as frestas do chão de tábuas, outros se liquefazendo e logo em seguida evaporando. Tudo confuso e desordenado, e mal consigo acordar e viver, sem esbarrar em algo que não estava ali, caralho, simplesmente não estava ali antes. E eu aqui, perplexa, pensando em como será que essa história vai acabar. Como será meu futuro.
E quer saber? Sem um pingo de medo.


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