12.21.2004

I wish I could take the pain away





Alguém aí pode me explicar porque diabos eu fico sonhando com o Marcos Paulo, aquele lá da Globo? Semana passada ele tava dirigindo um ônibus, no qual obviamente eu estava e obviamente se chocou com um caminhão e todo mundo morreu tostado nas labaredas; dias depois ele era o caixa de uma loja, que obviamente foi assaltada por um bando com metralhadoras e obviamente todo mundo morreu com as cabeças esburacadas das balas poderosas; e essa noite ele queria me vender um galão de água por R$ 260,00. Duzentos e sessenta reais. Eu argumentava que um galão de água não pode custar mais que R$ 4,50, mas ele dizia que o dele custava duzentos e sessenta. Eu comecei a chorar porque não tinha dinheiro, e adivinha o que ele fez?

Me assassinou com o galão. Que era de vidro.


....


E olha que nem Globo eu assisto.

12.10.2004

And the feeling coming from my bones says find a home




Tantas, tantas mudanças que eu nem sei por onde começar. Minha vida está tão, mas tão bagunçada, que não sei como ajeitar isso tudo até janeiro. Não sei como, mas terei que dar um jeito, já que, felizmente, dessa vez as mudanças são para melhor. Ufa. Minha cabeça, então, nem se fala. Minha cabeça já é tumultuada por natureza. Esses dias tenho tido a sensação que uns moleques fizeram um arrastão nas minhas idéias...e muita coisa foi levada embora, mas a maioria só está fora do lugar mesmo. Aquelas gavetinhas onde eu guardava algumas vergonhas sumiram, e não tenho idéia de onde foram parar. Aquele arquivo de metal antigo, onde, nas pastas suspensas, eu tinha algumas convicções para toda a vida, e que inclusive estava fechado à chave, deu lugar a uma estante, onde posso ver os meses do futuro, alinhadinhos, cheios de promessas e cores que nunca vi antes. Aquelas caixas de papelão, empilhadas temporariamente para sempre naquele canto escuro, onde eu escondia alguns terrores, foram jogadas no chão e tudo se espalhou: agora vejo alguns demônios vindo lenta e implacavelmente em minha direção, outros se arrastando para as frestas do chão de tábuas, outros se liquefazendo e logo em seguida evaporando. Tudo confuso e desordenado, e mal consigo acordar e viver, sem esbarrar em algo que não estava ali, caralho, simplesmente não estava ali antes. E eu aqui, perplexa, pensando em como será que essa história vai acabar. Como será meu futuro.



E quer saber? Sem um pingo de medo.