Inbetween days
Nunca trabalhei tanto em toda a minha vida como nessas últimas semanas. O que é bom, pois consegui pagar o aluguel e o telefone e vez ou outra até almoço. Mas tô cansada, nervosa, com sono. Isso é mau, acabo sempre descontando em alguém próximo. Max foi esperto, viu a parada ficando feia e inventou um tal dum curso no Rio de Janeiro e se mandou. Uma semana inteira bolinando mulatas cariocas... ê vidão, hein, Maqes?
Aí sobrou para quem estava perto, e o mais perto de todos foi o Adriano. Tchau, Dri. Vou sentir sua falta. Quem sabe quando você aprender a ver as horas no relógio de ponteiro que nem a tia do jardim da infância ensinou e chegar no horário que EU MANDAR e entregar seus trabalhos no prazo que EU ESTIPULAR e desfazer a cara feia e engolir esse choro de menina mimada quando receber uma bronca, eu te deixo voltar. Bem, talvez. É muito cedo ainda.
De forma que (eu adoro falar de forma que) só me resta falar com meu blog. Mas vamos à short version das coisas que tenho mais doze mil coisas para fazer antes das cinco da tarde:
1) Sobre Lili:
- Lili e Adriano estão namorandinho. Uau. Mais um feliz casal totalmente satisfeito com minha prestação de serviços cupidísticos;
- Adriano é um poço de delicadeza. Já o ouvimos dizer à Lili que ela tem mão de pedreiro, é dentuça, tem pé cascudo. Tudo devidamente acompanhado de um “mas eu gosto de você mesmo assim”, claro - não podia ser pior;
- Lili ficou traumatizada com o lance do pé cascudo e comprou dez mil reais em cremes para descascudizar os pés;
- Lili foi reprovada no exame médico do Sesc porque tem o pé cascudo mesmo;
- Adriano, o sem noção, ainda manda: Não falei?
2) Sobre o trampo:
- As coisas andam bem melhores, sabe? Ainda bem que eu adoro o que faço, porque trabalhar quatorze horas por dia, sete dias por semana, não é fácil não.
- Se eu pego o imbecil que disse que o trabalho enobrece o homem... faço nada, o cara já morreu. Mas que eu enchia de porrada se pudesse, ah, enchia;
- Meu estagiário me disse que eu sou a única paulistana que gosta de Lulu Santos. E que o Lulu Santos é gay. E que o Marcelo Augusto (quem quer que seja esse cara) também é gay. E que o menino das Casas Bahia também é gay. Começo a imaginar porque meu estagiário decidiu que era gay também. Penso que ele ficou com medo de ser o único hetero na face da terra;
- Eu tenho um cliente que acha que peça alusiva à campanha é um daqueles baldes cheios de gelo de mentira que acendem uma luzinha da Heineken;
- Tem algum webdesigner disposto a trabalhar de graça por aí? Eu pago o almoço.
3) Sobre mim:
- Continuo muitíssimo a fim de chutar essa merda toda e me mandar pruma praia qualquer e vender água de coco.
Fui.
Nunca trabalhei tanto em toda a minha vida como nessas últimas semanas. O que é bom, pois consegui pagar o aluguel e o telefone e vez ou outra até almoço. Mas tô cansada, nervosa, com sono. Isso é mau, acabo sempre descontando em alguém próximo. Max foi esperto, viu a parada ficando feia e inventou um tal dum curso no Rio de Janeiro e se mandou. Uma semana inteira bolinando mulatas cariocas... ê vidão, hein, Maqes?
Aí sobrou para quem estava perto, e o mais perto de todos foi o Adriano. Tchau, Dri. Vou sentir sua falta. Quem sabe quando você aprender a ver as horas no relógio de ponteiro que nem a tia do jardim da infância ensinou e chegar no horário que EU MANDAR e entregar seus trabalhos no prazo que EU ESTIPULAR e desfazer a cara feia e engolir esse choro de menina mimada quando receber uma bronca, eu te deixo voltar. Bem, talvez. É muito cedo ainda.
De forma que (eu adoro falar de forma que) só me resta falar com meu blog. Mas vamos à short version das coisas que tenho mais doze mil coisas para fazer antes das cinco da tarde:
1) Sobre Lili:
- Lili e Adriano estão namorandinho. Uau. Mais um feliz casal totalmente satisfeito com minha prestação de serviços cupidísticos;
- Adriano é um poço de delicadeza. Já o ouvimos dizer à Lili que ela tem mão de pedreiro, é dentuça, tem pé cascudo. Tudo devidamente acompanhado de um “mas eu gosto de você mesmo assim”, claro - não podia ser pior;
- Lili ficou traumatizada com o lance do pé cascudo e comprou dez mil reais em cremes para descascudizar os pés;
- Lili foi reprovada no exame médico do Sesc porque tem o pé cascudo mesmo;
- Adriano, o sem noção, ainda manda: Não falei?
2) Sobre o trampo:
- As coisas andam bem melhores, sabe? Ainda bem que eu adoro o que faço, porque trabalhar quatorze horas por dia, sete dias por semana, não é fácil não.
- Se eu pego o imbecil que disse que o trabalho enobrece o homem... faço nada, o cara já morreu. Mas que eu enchia de porrada se pudesse, ah, enchia;
- Meu estagiário me disse que eu sou a única paulistana que gosta de Lulu Santos. E que o Lulu Santos é gay. E que o Marcelo Augusto (quem quer que seja esse cara) também é gay. E que o menino das Casas Bahia também é gay. Começo a imaginar porque meu estagiário decidiu que era gay também. Penso que ele ficou com medo de ser o único hetero na face da terra;
- Eu tenho um cliente que acha que peça alusiva à campanha é um daqueles baldes cheios de gelo de mentira que acendem uma luzinha da Heineken;
- Tem algum webdesigner disposto a trabalhar de graça por aí? Eu pago o almoço.
3) Sobre mim:
- Continuo muitíssimo a fim de chutar essa merda toda e me mandar pruma praia qualquer e vender água de coco.
Fui.


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