s'always the same, just a shame, that's all
Me liga a menina das Casas André Luiz. Eu aqui concentrada, quase terminando a porra da apresentação em PowerPoint do cliente (por que, meu deus, por que depois de gastar milhares de dólares em cursos avançados de softwares complicadíssimos eu acabo fazendo apresentaçõezinhas meia boca no PowerPoint? por queeeeeeeeeeeeee?). Gostaria de estar falando com o responsável, diz ela. Eu, distraída, pode falar. Ela diz, a senhora gostaria de estar conhecendo o trabalho das Casas André Luiz? Já conheço, resmungo. O motivo de nossa ligação é que gostaríamos de estar pedindo sua contribuição e bla bla bla. Eu estava muito concentrada no que estava fazendo, muito mesmo, e não lembrei de simplesmente desligar o telefone, como faço geralmente. A menina falou, falou, falou... isso é interessante, eu nunca tinha ouvido o discurso até o final, nem sabia que durava tanto. Acho que ela falou por uns quinze minutos, e mandou o clássico a senhora gostaria de estar contribuindo? Eu disse não. Eita, eu nunca tinha dito não antes. Foi bom, viu? Legal. Não. Não, caralho. Ene. Á. Ó. Til. NÃO. Muito jóia isso.
Mas acho que ela já previa o não.
- Então as crianças carentes das Casas André Luiz não poderão estar contando com a sua ajuda?
Estratégia nova, tentando me comover? Desculpaí, comigo isso não funciona.
- Não.
- Não?
- Você é surda?
Cara, a menina bateu o telefone na minha cara. Divertido, isso. Creio que ela não ligará mais.
Me liga a menina das Casas André Luiz. Eu aqui concentrada, quase terminando a porra da apresentação em PowerPoint do cliente (por que, meu deus, por que depois de gastar milhares de dólares em cursos avançados de softwares complicadíssimos eu acabo fazendo apresentaçõezinhas meia boca no PowerPoint? por queeeeeeeeeeeeee?). Gostaria de estar falando com o responsável, diz ela. Eu, distraída, pode falar. Ela diz, a senhora gostaria de estar conhecendo o trabalho das Casas André Luiz? Já conheço, resmungo. O motivo de nossa ligação é que gostaríamos de estar pedindo sua contribuição e bla bla bla. Eu estava muito concentrada no que estava fazendo, muito mesmo, e não lembrei de simplesmente desligar o telefone, como faço geralmente. A menina falou, falou, falou... isso é interessante, eu nunca tinha ouvido o discurso até o final, nem sabia que durava tanto. Acho que ela falou por uns quinze minutos, e mandou o clássico a senhora gostaria de estar contribuindo? Eu disse não. Eita, eu nunca tinha dito não antes. Foi bom, viu? Legal. Não. Não, caralho. Ene. Á. Ó. Til. NÃO. Muito jóia isso.
Mas acho que ela já previa o não.
- Então as crianças carentes das Casas André Luiz não poderão estar contando com a sua ajuda?
Estratégia nova, tentando me comover? Desculpaí, comigo isso não funciona.
- Não.
- Não?
- Você é surda?
Cara, a menina bateu o telefone na minha cara. Divertido, isso. Creio que ela não ligará mais.


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