7.30.2004

On every street




Aí encontrei Lili no ônibus. Uau. Fazia bem uns seis ou sete anos que eu não a via, e foi, devo dizer, do caralho. Eu e Lili estudamos juntas na oitava série, e depois eu fui para um colégio e Lili para outro, mas ainda continuamos nos vendo bastante no primeiro ano do colegial (acho que nem se fala mais colegial... ensino médio, né? então tá). Lili estudou mais no meu colégio do que no dela esse ano. No milênio passado - cara, como parece longe – em 1992. Pelo que me lembro, Lili bombou esse ano na escola dela. Excesso de faltas, claro.

Depois, como acontece mesmo com essas amizades mesmo, os encontros foram rareando, Lili estava namorando sério e eu queria saber de apertar (como diz Adriano) uns três ou quatro por noite. Também teve a história do cartão de crédito, mas essa qualquer dia eu conto... é longa demais. Por conta disso ficamos proibidas de irmos na casa uma da outra, e, no final das contas, nada ajudou muito, acabamos perdendo o contato mesmo.

Lili ficou noiva, eu conheci Max e me apaixonei. Não tive mais notícias dela até que a encontramos no McDonald´s, no tempo em que eu ainda comia essa comida do demônio. Há uns seis ou sete anos, não me lembro. Lili iria se casar no próximo final de semana, mas nunca recebi o convite. Pensei até que ela estava brava comigo, mas depois ela me explicou que não era nada disso, e entendi.

E Lili casou-se e mudou-se para um lugar muito, muito longe. Lili não foi muito feliz no casamento e separou-se. Aconteceram tantas coisas nesse meio tempo que até fico surpresa. Lili, solteira novamente, começou a sair pra balada com a irmã de uma amiga minha da mesma escola, amiga essa que eu encontrei numa lista de ex-alunos, mandei um e-mail e saímos para comer pizza e botar as fofocas em dia. Esse encontro foi menos importante (até escreverei sobre ele, talvez), mas essa amiga me falou da Lili, que Lili sempre ia na casa dela e tal, e fiquei com aquela saudade que dói, sabe? Queria porque queria encontrar a Lili, e acho que eu quis com tanta força que aconteceu, no ônibus; entrei no ônibus e a Lili estava lá sentadinha, igualzinha e eu quase chorei.

Faz umas duas semanas que nos encontramos e estamos grudadas de novo, como era na oitava série. Lili veio no escritório, Lili dormiu na minha casa, Lili apertou Adriano. Eu não podia estar mais feliz, sério. Lili fez falta, mas agora passou.

Bem vinda de volta à minha vida, Lili.



....




Incrível como as coisas têm se encaminhado. Ando saltitante esses dias... fazia tempo. As coisas estão legais e se encaixando. Max vai ao médico ver o ombro que mexe-se sozinho. Aquela empresa voltou atrás e nos contratou. Adriano anda de bom humor e Felipe também. Meu roommate conseguiu uma peça bacana e vai tirar alguma grana, acho que isso o deixará de bom humor também. As coisas estão bem, muito bem, obrigada.


Só quero ver até quando.

7.28.2004

It's great to be a nerd



 
Isso aqui anda meio abandonado porque ando viciada no Orkut, que tem ocupado boa parte do meu (pouco) tempo livre. Culpa da Letícia, que me mandou o convite, e do Max, que deu a idéia de criar perfis falsos pra gente se divertir.  
Realmente, temos nos divertido muito.



 
....

 

 
Além disso, eu tinha um arquivo no Word cheio de semi-posts e idéias e coisas sem sentido. Eu começava lá e terminava aqui. Tudo estava funcionando às mil maravilhas, até que um dia, sem mais aquela, resolvo botar uma senha no tal do arquivo para que os xeretas que trabalham comigo não se sentissem tentados a ler o que escrevo, já que o nome do arquivo é blog.doc. Até eu me assusto com a minha criatividade para nomear arquivos. Enfim. Aí eu botei a senha e menos de cinco minutos depois já havia esquecido da senha. Juro, não se passaram nem cinco minutos e eu já não tinha a menor idéia da senha. Um absurdo. Aí fiquei de mal do arquivo e shift+del e blah. Já fiquei de mau humor. Blah.

7.20.2004

I'm happy in my new strange world 

   
 
Não ando muito a fim de trabalhar, então fiz uma lista – eu sou a rainha das listas - das esquisitices do Max. Quer ver?
 
- Max não consegue passar manteiga ou requeijão ou o que for com a mesma faca que usou para cortar o pão. Tem que ser uma faca para cortar o pão, outra para o requeijão.
 
- Max tem um horário preferido. 8:49. Nunca vi alguém que têm um horário preferido.
 
- Por falar em horário, Max também tem problemas com o horário para despertar. Ele nunca acerta o despertador para 6:30, por exemplo. Tem que ser 6:31, 7:59, sempre um horário esquisito assim.
 
- Max tem na carteira, além do dólar tradicional, uma nota de dois reais que ele nunca gasta. A nota está sempre lá, para o caso de uma emergência. Não consigo imaginar o tipo de emergência da qual Max seria salvo com apenas dois reais.
 
- Max acha que Sem Parar, Bis e Twix são a mesma coisa.
 
- Max não acerta a cinza no cinzeiro, nunca. E ainda acha graça quando eu brigo com ele porque a toalha fica toda suja.
 
- Max me ama. De verdade. Quer coisa mais esquisita que isso?
 
 

 
Tem mais, mas não lembro agora. Qualquer dia escrevo o resto.
 
 

 
....
 
 
 
 
Ah, e já que é para o Max, no título-letra o homenageado de hoje é Iron Maiden. Yeah.


hoje meu dia não está de forma alguma bom a chuva o frio tudo dá um aperto aqui dentro e queima e dói o contrato não deu certo merda eu contava com isso ia ser bom para todos merda dei um cheque sem fundos para o aluguel que merda você faz um cheque sabendo que vai voltar só para ganhar uns dias com o tiozinho que mal fala e tem quase seiscentos anos meu estômago está embrulhado não tenho grana merda eu queria ir pra casa e ficar a tarde toda invisível e queria que não tivesse ninguém na minha casa ninguém mesmo nem o Max nem o Tito nem minhas gatas nem os pedreiros do prédio da frente que ficam me olhando andar de calcinha pela casa ninguém mesmo eu só queria ficar lá quietinha enrolada escondida embaixo das almofadas e sentir pena de mim mesma até passar esse aperto e chorar e chorar e chorar e depois que esvaziasse tudo eu ia encontrar uma solução para tudo isso merda parece que nada que faço dá resultado merda eu tento das mais diversas formas eu acredito nas pessoas e sorrio e faço tudo o que elas pedem e eu só me fodo acordo cedo pego ônibus tomo chuva fico com sono o dia todo porque o debilóide aqui é incapaz de chegar às nove horas porra vai esfregar o cú nas ostras nove horas é tarde pra cacete e tudo bem eu chegar às nove eu que moro do outro lado do mundo mas o filho da puta não consegue acordar e eu nem posso reclamar muito disso mas é uma bosta não poder contar com ninguém e ter que fazer tudo sozinha e é muita coisa e eu juro que não aguento até quando até quando até quando até quando?

7.19.2004

À quoi se résume ma vie?
 
 
 
Resumo da semana (e do fim de semana):

 
- Se você jogar uma paçoca-rolha do oitavo andar, ela se espatifa inocentemente em qualquer superfície, mas se você jogar um pé-de-moleque, ele amassa o capô do táxi e o taxista te perseguirá até o fim dos tempos e ameaçará chacinar toda a sua família;
 
- Se você acha o Orkut esquisito, tem toda razão. E se você procurar uma comunidade de pessoas que compartilham o medo da Gina (aquela loira do banheiro hedionda da caixa de palitos), vai encontrar.
 
- Se você pensa que seu carro, após ser covardemente destruído, ficará pronto no dobro do prazo estabelecido pela oficina, engana-se. Se acha que ficará pronto no triplo do prazo, também engana-se. Se acha que o quádruplo do prazo está de bom tamanho, me desculpe, mas você é muito trouxa.
 
- Se existe a menor possibilidade de você perder o papelzinho amarelo no qual você fez todas aquelas anotações importantes sobre o próximo trabalho, que por sinal já está extremamente atrasado, acredite, o papelzinho desaparecerá na velocidade da luz;
 
- Se você está muito a fim de um final de semana a dois debaixo de uma pilha de edredons, ouvindo a chuva lá fora, com um CD do Cream tocando baixinho, um vinho e muito sexo, esquece. Sua amiga de Santos (que nem é tão amiga assim... na verdade você nem gosta dela) vai resolver passar o final de semana inteirinho na sua casa choramingando na sua orelha o fato de ter tomado um fenomenal – e merecido - pé na bunda;
 
- Se você achou que aquele contrato, que não tem valores exorbitantes e só quem se fode é você, ia ser assinado e você ia ficar tranquila de grana pelos próximos quatro meses, faça-me o favor. Pare de achar e vá dar um tiro na cabeça; 
 
- Se você não gosta de mulheres chamadas Patrícia, bem vindo ao clube.


7.13.2004

Pain for pleasure, Satan is his name!





Outro dia recebi um e-mail, pela milésima vez, daqueles de como é difícil ser mulher. Aquelas coisas de você sorrir numa reunião de negócios enquanto uma cólica doida te rasga como uma bazuca, algo assim.


E hoje passei por uma que engrossaria fácil esse spam.


Foi o seguinte: lembra das calças novas que minha mami fofa fofíssima me deu no meu aniversário? Então, uma delas eu lavei e encolheu. Nunca vi isso acontecer. Nunca ouvi ninguém reclamando de nada parecido. Nessas horas eu penso, deus, por que comigo? Mas eu sou teimosa e hoje resolvi que ia usar a calça mesmo assim. Que idéia de rato a minha.


Saí meio manca de casa, já. Eu deveria ter voltado nesse momento e colocado uma calça de moletom bem larga e velha, mas nããããããão. Cismei que ia usar a calça minúscula do inferno e estava decidida a não deixar nada me impedir. E eis que ao tentar descer o primeiro degrau, não deu. Simplesmente não deu. O joelho não dobrava. Me senti uma picanha embalada à vácuo. Pensa que eu desisti? Nah. Fui descendo a escada aos pulinhos. Eu poderia ter quebrado uma perna, mas não ia desfazer a produção só porque a calça não me serve mais. O porteiro já tem certeza absoluta que eu sou doida, porque a mulher dele que faz faxina lá em casa de vez em quando me contou que ele tem um certo medo de mim. Imagina agora que ele me viu descendo a escada de pulinhos e com uma expressão de dor na cara? Tenho certeza que em breve vou encontrar uma cartinha do condomínio nos convidando, eu e Tito, a nos retirarmos do recinto.


Cheguei à rua satisfeita por ter sido tão esperta. Degrau, pulinhos. Pensei cá comigo, lá no escritório eu subo de elevador mesmo, não vai ser tão ruim.


Claro que ia ser ruim. Esqueci do ônibus.


Você não tem idéia do malabarismo que fiz para subir no ônibus. O motorista, impaciente, quase arrancou comigo pendurada na porta, porque eu tentava pular para o ônibus segurando nas barrinhas e minhas mãos escorregavam, e eu tentava dar outro pulo e minhas mãos escorregavam de novo e os carros atrás buzinavam. Que mico. O cara resmungando um dá pra ser ou tá difícil?, e eu lá fazendo um rapel para subir no ônibus. Quando finalmente consegui, não tinha uma só pessoa que não estivesse rindo de mim. Olha que situação.


Fingi que não era comigo, afinal, o importante era eu estar linda na calça, e eu estava mesmo. Ok, então cuidem de suas vidinhas patéticas e feiosas que eu estou muito bem na minha calça minúscula, obrigada. Claro que fui em pé, não dava nem para cogitar a hipótese de sentar. Pensei de novo cá comigo, lá no escritório eu tiro essa merda (sim, a calça linda e minúscula já tinha virado “essa merda”, calça do inferno, se o inferno realmente existe é dentro dessa calça que as pessoas ficam). Eu não conseguia respirar direito, mas tudo bem, *Max, olha pra lá agora* o menino lindo que pega ônibus todo dia comigo até deu uma olhadela para a minha bunda e isso amenizou um pouco o sofrimento.


Fui sacolejando do jeito que dava, tentando me concentrar em paisagens, a Guarda do Embaú, bolo de chocolate - não, se eu não tivesse comido tanto bolo de chocolate eu não estaria sofrendo tando na calça do inferno – gelatina diet, minha gata ronronando, estava até funcionando, aí toca meu celular. Cristo. Mais um mico para tentar tirar o dito da bolsa (gigantesca, não sei porque não me livro dessa bolsa gigantesca). Era uma cliente, chata, mas boa pagadora.


- Você pode vir aqui hoje?


Comecei a suar frio. A sala da cliente chata fica a alguns lances de escada do solo. Não dava para dar uma de doida e subir a escada do cliente pulando, mas eu preciso do dinheiro, nossa, como eu preciso do dinheiro.

- Claro, estou indo.

Oh, boy. Tive que subir em mais dois outros ônibus, mas melhor nem comentar. Só vou dizer que num deles o cobrador perdeu a paciência comigo e veio me içar, literalmente.


Cheguei na cliente rezando fervorosamente para que naquele dia ela estivesse na sala de baixo. Minhas preces foram atendidas, ela estava. Tentei até dar um suspiro de alívio, mas só consegui soltar um gincho esganiçado. Ela sorriu, estava simpática.

- Senta aí que o que temos para conversar vai demorar.

Uma lágrima solitária escorreu pelo meu rosto. Não tinha a menor possibilidade de eu sentar, como eu ia dizer isso a ela? Pensei em pedir para ir ao banheiro e sair correndo para casa. Talvez nem pedir para ir ao banheiro, simplesmente virar as costas e sair correndo. Correndo não é bem a palavra, dadas as circunstâncias. Provavelmente eu estaria bem mais próxima daquele povo que anda de pernas de pau.

- Estou bem em pé, obrigada. *inda querendo ser educadinha*

- Sentaí, menina, deixa de frescura. *porque você não vai se foder?*

- Não consigo. *a verdade dói, mas tem de ser dita*

- Hã? *eu também perguntaria hã?*

- Não dá, minha calça encolheu. *...*

- Dá pra ver mesmo. Alguém te jogou do vigésimo andar pra você entrar nessa coisa? *eu já te mandei ir se foder hoje?*

- Haha. *essa foi a risada mais forçada que dei em toda a minha vida*

- Tá bom, quer ficar de pé, fica. *finalmente. precisava me humilhar?*


Na verdade, precisava. Tem um vidrão nessa sala da cliente, e eu me olhei de perfil por um segundo. Eu parecia um provolone desses que ficam amarrados com uma cordinha em empório. Credo. Que idéia de rato. Entendi porque o menino lindo do ônibus olhou para a minha bunda: ele não estava acreditando como eu tinha ido parar dentro daquela calça. Alguns comentários de algumas pessoas começaram a passar pela minha cabeça, meio enevoados, já que eu deveria estar com falta de oxigenação para entender direito, mas percebi que a idéia central era faça-nos um favor e poupe nossos olhos dessa aberração, use uma calça do seu número.


Ok, resto do mundo. Vocês venceram.


Pedi licença para ir ao banheiro e abri o zíper. Foi um semi-orgasmo. O ar entrou pelos meus pulmões como nunca, e percebi que a visão turva não era cansaço. Voltei com o zíper aberto mesmo, a calça não ia cair. A cliente, se percebeu, não falou nada. Mas ficou o resto da reunião com um risinho sacana no canto da boca.


E agora estou aqui, entalada nessa coisa demoníaca. Mas sou uma menina de sorte. Max está aqui e me levará para casa – talvez eu tenha que ir na caçamba do carro dele, mas tudo bem. Max me ajudará com a tesoura quando chegarmos em casa. Juntos impediremos que a calça do inferno faça mal a mais alguém. Essa coisa tem que ser destruída.



....



PS: *Piada interna minha e de Max - Jerry says: This... thing... has got to be stopped!*

Agora todo mundo olha para lá de novo que eu vou falar em particular com meu leitor, ok?

*Oi leitor!

Eu não esqueci de você, viu? Até te respondi um e-mail (e isso é uma raridade), mas voltou... sua caixa deveria estar muito cheia. Tá faltando é tempo para escrever; o mundo anda de mal comigo ultimamente. Mas eu nem ligo, ó. Já disse uma vez e repito, pode bater que eu levanto, eu sempre levanto. Rá!

E eu leio seus e-mails, pode ficar tranquilo. Todos eles. Um beijo.*

7.08.2004

Pay, for nothing's fair




Conta de telefone, na fase pós-roommate: R$ 230,00
Conta de luz, na fase pós-roommate: R$ 150,00
Supermercado, na fase pós-roommate: R$ 300,00

.
.
.
.
.
.
.


Nada na minha vida pós-roomate “não tem preço”.

7.06.2004

Remember when you were young? You shone like the sun.




Nada como a simplicidade das crianças.

Sábado fomos almoçar eu, Max, minha mami fofa fofíssima, minha sogra e minha priminha santista que veio passar uns dias aqui, num restaurante perto da casa do Max. Logo que chegamos, o garçom ficou todo afoito com a presença de uma criança na mesa e perguntou para minha priminha, em tom de confidência:

- Você gosta do Maurício de Souza?

Ela respondeu que sim, toda contente. O garçom abriu um imenso sorriso e disse a ela:

- Então vai lá naquela mesa grande que ele está lá com a família, pede um autógrafo!

Foi o suficiente. Minha prima não sossegou até que minha mami fosse com ela até a tal mesa para pedir o tal autógrafo. Depois de uns cinco minutos, voltam as duas, minha prima com uma cara meio confusa e minha mami segurando o riso. Claro que minha prima havia aprontado alguma, mas ninguém perguntou nada. Só quando já estávamos indo embora minha mami nos chamou de canto, eu e Max, para contar o que havia acontecido.

Nada como a simplicidade das crianças: chegaram as duas na mesa, e minha prima perguntou, radiante:

- O senhor é o Maurício de Souza?

Ele respondeu que sim, sorrindo paciente. E minha prima, exultante:

- Então me diz quem é a Mônica que eu queria um autógrafo.

Uau. Crianças são ótimas, mesmo.

7.02.2004

You say yes, I say no




Hoje é aniversário do Adriano, meu irmão mais novo. Ok, o Adriano não é meu irmão e nem é mais novo que eu, mas eu o adotei e ele é atrapalhado e age como um menino de dezesseis anos, então ele é meu irmão mais novo e eu o amo muito e pronto.

Parabéns, Dri. Você também é o melhor irmão mais novo do mundo.



....




Em tempo: a gente só fica bravo com quem gosta.