Bring on the dancing horses
Aliás, por falar em Max, sou uma namorada desnaturada mesmo. Podem atirar pedras, sapatos, bigornas, pianos de cauda. Esqueci de escrever sobre o aniversário do Max.
Esqueci não é bem a palavra, já que com esse rolo todo do servidor, não tive foi tempo. Mas as coisas estão se acertando, sempre se acertam.
Então vamos lá: Max fez aniversário sábado passado. Max está velho, grisalho, esquecido e enferrujado. O ombro de Max mexe-se sozinho. Max não se lembra onde está seu CPF. Max esquece a lata de cerveja na pia e abre outra. Max ronca. Max não consegue mais acordar ao toque do despertador.
PARABÉNS, MAX! LUV´YA!
E passamos um dia muito legal. Fizemos programas de velho, afinal, estamos velhos. Foi muito, muito legal. Quer ver?
1) Jockey Club:
Eu e Max fomos apostar nos cavalos. Aposta mínima, né, meu bem? Somos pobres. Fomos ali no hipódromo da Cidade Jardim. Claro que não sabíamos como apostar nos cavalos, então demoramos uns dez reais para entender que estávamos apostando no páreo da Gávea, e não no da Cidade Jardim. Resolvido o problema, demoramos mais uns quinze reais para entender que a tal “quadrifeta” é como a Mega Sena do hipódromo, tipo assim, impossível. Certo. Esclarecida a questão, demoramos outros quinze reais para perceber que não é uma boa idéia escolher o cavalo pelo nome. Só porque o Chuchu Boy chama-se Chuchu Boy não quer dizer que ele seja bom, tipo assim, um chuchuzinho. Claro. Entendido o ponto, levamos apenas mais dez reais para perceber que também não adianta porra nenhuma apostar no favorito. Vá lá, adiantar, adianta. Você ganha uns centavos. Uns vinte centavos. Não que no final das contas tenhamos ganhado alguma coisa, já que, quando apostávamos no favorito (ah, Max, vamos lá, a gente compra umas paçoquinhas depois...), o favorito chegava em quinto, sexto lugar. Ok. Resumindo, saímos de lá uns cinquenta reais mais pobres, mas pelo menos foi divertido. Depois tomamos uns chopps ali no Cânter e saímos sem pagar. Desculpa aí, Moço Dono do Cânter, mas já havíamos gastado todos os nossos reais em cavalinhos perdedores. Desculpa aí, mas parte da culpa é sua. Quem mandou ter um bar num lugar onde as pessoas são, basicamente, viciadas em alguma coisa? Foi mal. Valeu pelos chopps, qualquer dia lhe pagaremos. Um beijo, tchau.
2) Festa junina da Igreja do Calvário:
Eu e Max fomos à festa junina que o cobrador do ônibus, meu amigo, disse que é do caralho. Nunca vi uma festa junina “do caralho”, mas mesmo assim resolvemos tentar. Nós gostamos de vinho quente e gostamos de pescar um peixe de plástico na pescaria. Aí fomos lá. Tinha mais ou menos um milhão de pessoas, e eu tenho problemas com multidões; fiquei meio sem ar, mas tudo bem. Filas quilométricas para tudo, para comprar as fichinhas, para tomar um vinho, para ir ao banheiro. Já começamos a ficar um tanto estressados. Mas era aniversário do Max e relevamos. Achamos lá no meio uma barraca tipo um restaurantinho, portuguesa, com garçom e tudo. E lá ficamos. Nem em festa junina a gente escapa dessa mania de boteco. Você já comeu um negócio português chamado linguiça alheira? Cara, é muito bom. Se você achar em algum lugar, coma que vale a pena. Enfim. Depois fomos jogar bingo. Oh, boy. Bingo de igreja é o fundo do poço. Claro que nossa sorte continuava a mesma do Jockey, portanto, não ganhamos nem um Tupperware. Só ganhamos, e porque não tem como não ganhar, uma caixa de biribas num negócio que você joga umas bolinhas numa rampa e uma cobra esquisita de plástico na pescaria. Até que, nivelando por baixo, nos demos bem.
3) Planeta Cerveja:
Eu e Max fomos ao Planeta Cerveja, ali perto da Bandeirantes, com minha amiga um tanto quanto lesada e alcoólatra e seu namorado antipático e pretensioso. Nem vou comentar muito sobre esse lugar porque não vale a pena. Nunca, em hipótese alguma, vá a esse bar e pronto.
Chegamos bêbados em casa e dormimos. É o aniversário que Max pediu a Deus. Tenho certeza.
Agora todo mundo olha pra lá que eu vou falar em particular com o Max, tá? Valeu.
*Max, juro que no próximo ano faremos algo melhor. Quem sabe Tuvalu?*
Aliás, por falar em Max, sou uma namorada desnaturada mesmo. Podem atirar pedras, sapatos, bigornas, pianos de cauda. Esqueci de escrever sobre o aniversário do Max.
Esqueci não é bem a palavra, já que com esse rolo todo do servidor, não tive foi tempo. Mas as coisas estão se acertando, sempre se acertam.
Então vamos lá: Max fez aniversário sábado passado. Max está velho, grisalho, esquecido e enferrujado. O ombro de Max mexe-se sozinho. Max não se lembra onde está seu CPF. Max esquece a lata de cerveja na pia e abre outra. Max ronca. Max não consegue mais acordar ao toque do despertador.
PARABÉNS, MAX! LUV´YA!
E passamos um dia muito legal. Fizemos programas de velho, afinal, estamos velhos. Foi muito, muito legal. Quer ver?
1) Jockey Club:
Eu e Max fomos apostar nos cavalos. Aposta mínima, né, meu bem? Somos pobres. Fomos ali no hipódromo da Cidade Jardim. Claro que não sabíamos como apostar nos cavalos, então demoramos uns dez reais para entender que estávamos apostando no páreo da Gávea, e não no da Cidade Jardim. Resolvido o problema, demoramos mais uns quinze reais para entender que a tal “quadrifeta” é como a Mega Sena do hipódromo, tipo assim, impossível. Certo. Esclarecida a questão, demoramos outros quinze reais para perceber que não é uma boa idéia escolher o cavalo pelo nome. Só porque o Chuchu Boy chama-se Chuchu Boy não quer dizer que ele seja bom, tipo assim, um chuchuzinho. Claro. Entendido o ponto, levamos apenas mais dez reais para perceber que também não adianta porra nenhuma apostar no favorito. Vá lá, adiantar, adianta. Você ganha uns centavos. Uns vinte centavos. Não que no final das contas tenhamos ganhado alguma coisa, já que, quando apostávamos no favorito (ah, Max, vamos lá, a gente compra umas paçoquinhas depois...), o favorito chegava em quinto, sexto lugar. Ok. Resumindo, saímos de lá uns cinquenta reais mais pobres, mas pelo menos foi divertido. Depois tomamos uns chopps ali no Cânter e saímos sem pagar. Desculpa aí, Moço Dono do Cânter, mas já havíamos gastado todos os nossos reais em cavalinhos perdedores. Desculpa aí, mas parte da culpa é sua. Quem mandou ter um bar num lugar onde as pessoas são, basicamente, viciadas em alguma coisa? Foi mal. Valeu pelos chopps, qualquer dia lhe pagaremos. Um beijo, tchau.
2) Festa junina da Igreja do Calvário:
Eu e Max fomos à festa junina que o cobrador do ônibus, meu amigo, disse que é do caralho. Nunca vi uma festa junina “do caralho”, mas mesmo assim resolvemos tentar. Nós gostamos de vinho quente e gostamos de pescar um peixe de plástico na pescaria. Aí fomos lá. Tinha mais ou menos um milhão de pessoas, e eu tenho problemas com multidões; fiquei meio sem ar, mas tudo bem. Filas quilométricas para tudo, para comprar as fichinhas, para tomar um vinho, para ir ao banheiro. Já começamos a ficar um tanto estressados. Mas era aniversário do Max e relevamos. Achamos lá no meio uma barraca tipo um restaurantinho, portuguesa, com garçom e tudo. E lá ficamos. Nem em festa junina a gente escapa dessa mania de boteco. Você já comeu um negócio português chamado linguiça alheira? Cara, é muito bom. Se você achar em algum lugar, coma que vale a pena. Enfim. Depois fomos jogar bingo. Oh, boy. Bingo de igreja é o fundo do poço. Claro que nossa sorte continuava a mesma do Jockey, portanto, não ganhamos nem um Tupperware. Só ganhamos, e porque não tem como não ganhar, uma caixa de biribas num negócio que você joga umas bolinhas numa rampa e uma cobra esquisita de plástico na pescaria. Até que, nivelando por baixo, nos demos bem.
3) Planeta Cerveja:
Eu e Max fomos ao Planeta Cerveja, ali perto da Bandeirantes, com minha amiga um tanto quanto lesada e alcoólatra e seu namorado antipático e pretensioso. Nem vou comentar muito sobre esse lugar porque não vale a pena. Nunca, em hipótese alguma, vá a esse bar e pronto.
Chegamos bêbados em casa e dormimos. É o aniversário que Max pediu a Deus. Tenho certeza.
Agora todo mundo olha pra lá que eu vou falar em particular com o Max, tá? Valeu.
*Max, juro que no próximo ano faremos algo melhor. Quem sabe Tuvalu?*


0 Comments:
Postar um comentário
<< Home