I'm only pretty sure that I can't take anymore
Jesus Maria José. Como diz meu pai, quando a gente está com azar, urubu de baixo caga no de cima. Vai se foder, puta azar da porra. Isso não é normal, eu devo ter jogado pedra na cruz. Ou como diria a Fê, joguei um caixa eletrônico na cruz.
Bom, aí sábado estávamos eu e o Max em casa porque não temos mais grana nem pra ir em boteco, e acabamos indo dormir cedo. Lá pelas 3 da manhã toca o celular do Max, que correu pra atender mas não deu tempo, e ele me falou o número que ligou, parecia ser de lá de perto de casa, mas não reconheci, e como estava meio dormindo, falei “deixa pra lá”, me virei e tentei pegar no sono de novo. Quando eu estava quase dormindo, toca o interfone, e acordamos assustados, claro, mas não atendemos, e eu fui na janela olhar quem era, mas não vi ninguém. Pensei ser alguma brincadeira de moleque, e o Max ainda brincou “não querem deixar a gente dormir hoje”, eu ri e já ia deitar de novo, quando escuto uma voz de homem, que havia chamado outro apartamento: - Aqui é da polícia, a senhora conhece algum Max nesse prédio?
Meu pobre coração quase parou. Pensei em tudo num milésimo de segundo, menos no que viria. Falei para o Max atender o interfone, e depois de um minuto volta ele com cara de bosta, “arrebentaram o carro”. Caralhoooooooo!
- Como assim?
- Um cara bateu no nosso carro e fugiu.
- Como fugiu Maques?
- Sei lá, vamos lá ver.
E fomos lá ver, tadinho do carrinho. O cara veio que nem doido, e provavelmente bêbado à la Boris Ieltsin, se perdeu na curva suave da avenida super larga (sem ironias) e chumbou a traseira do nosso carrinho que repousava em paz no mesmo lugar desde quarta feira passada, considerando a falta de grana para o estacionamento e a gasolina.
Um tiozinho que ia passando viu, e tadinho, disse que ainda tentou ver a placa do carro mas não conseguiu. Chamou a polícia, ele não sabia o que fazer e ficou assustado. Só viu que era um Honda, e que ficou bastante amassado também, mas como ainda andava, o cara tratou de se mandar mais do que depressa. Puta que o pariu. Tem seguro, claro, mas existe a tal franquia, que até hoje eu não entendi para que serve e custa a bagatela de R$ 1.500,00. Agora, me diga, de onde as pessoas esperam que eu tire R$ 1.500,00? Os caras da seguradora só podem estar brincando comigo. E toca andar de ônibus por uns meses, até que eu ganhe na mega sena acumulada.
E por falar nisso, desconfio que Deus anda de mal comigo. Tantas coisas que poderiam acontecer comigo na linha “uma-chance-em-um-milhão”, dentre elas ganhar na loteria, e Deus escolhe um bêbado filho da puta e cuzão bater no meu carro. Ô poderoso, vamos conversar, rapaz, o que eu ando fazendo de errado? Me ajuda, cara, preciso de ajuda. Espero, do fundo do meu coração, que a máxima the Lord works in mysterious ways se aplique, a seguradora dê perda total no carro e a gente não tenha que pagar a franquia. Caso contrário, meu amigo, estou na merda. Mais ainda.
Jesus Maria José. Como diz meu pai, quando a gente está com azar, urubu de baixo caga no de cima. Vai se foder, puta azar da porra. Isso não é normal, eu devo ter jogado pedra na cruz. Ou como diria a Fê, joguei um caixa eletrônico na cruz.
Bom, aí sábado estávamos eu e o Max em casa porque não temos mais grana nem pra ir em boteco, e acabamos indo dormir cedo. Lá pelas 3 da manhã toca o celular do Max, que correu pra atender mas não deu tempo, e ele me falou o número que ligou, parecia ser de lá de perto de casa, mas não reconheci, e como estava meio dormindo, falei “deixa pra lá”, me virei e tentei pegar no sono de novo. Quando eu estava quase dormindo, toca o interfone, e acordamos assustados, claro, mas não atendemos, e eu fui na janela olhar quem era, mas não vi ninguém. Pensei ser alguma brincadeira de moleque, e o Max ainda brincou “não querem deixar a gente dormir hoje”, eu ri e já ia deitar de novo, quando escuto uma voz de homem, que havia chamado outro apartamento: - Aqui é da polícia, a senhora conhece algum Max nesse prédio?
Meu pobre coração quase parou. Pensei em tudo num milésimo de segundo, menos no que viria. Falei para o Max atender o interfone, e depois de um minuto volta ele com cara de bosta, “arrebentaram o carro”. Caralhoooooooo!
- Como assim?
- Um cara bateu no nosso carro e fugiu.
- Como fugiu Maques?
- Sei lá, vamos lá ver.
E fomos lá ver, tadinho do carrinho. O cara veio que nem doido, e provavelmente bêbado à la Boris Ieltsin, se perdeu na curva suave da avenida super larga (sem ironias) e chumbou a traseira do nosso carrinho que repousava em paz no mesmo lugar desde quarta feira passada, considerando a falta de grana para o estacionamento e a gasolina.
Um tiozinho que ia passando viu, e tadinho, disse que ainda tentou ver a placa do carro mas não conseguiu. Chamou a polícia, ele não sabia o que fazer e ficou assustado. Só viu que era um Honda, e que ficou bastante amassado também, mas como ainda andava, o cara tratou de se mandar mais do que depressa. Puta que o pariu. Tem seguro, claro, mas existe a tal franquia, que até hoje eu não entendi para que serve e custa a bagatela de R$ 1.500,00. Agora, me diga, de onde as pessoas esperam que eu tire R$ 1.500,00? Os caras da seguradora só podem estar brincando comigo. E toca andar de ônibus por uns meses, até que eu ganhe na mega sena acumulada.
E por falar nisso, desconfio que Deus anda de mal comigo. Tantas coisas que poderiam acontecer comigo na linha “uma-chance-em-um-milhão”, dentre elas ganhar na loteria, e Deus escolhe um bêbado filho da puta e cuzão bater no meu carro. Ô poderoso, vamos conversar, rapaz, o que eu ando fazendo de errado? Me ajuda, cara, preciso de ajuda. Espero, do fundo do meu coração, que a máxima the Lord works in mysterious ways se aplique, a seguradora dê perda total no carro e a gente não tenha que pagar a franquia. Caso contrário, meu amigo, estou na merda. Mais ainda.


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