4.13.2009

Live and let die




Em Búzios, num cruzeiro:

- Ô gente, todos os funcionários aqui são filipinos?
- Nada, tem um monte de gente de Bali.
- Credemcruz, nem sei onde fica Bali.
- Uai, na Balinésia!


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Em Belo Horizonte:

- Tenho certeza que ano passado o Carnaval caiu no começo do mês.
- Nada, foi no final.
- Começo.
- Final.

Chama-se o garçom:

- Moço, você lembra quando caiu o Carnaval ano passado?
- Não lembro direito, mas tenho quase certeza que foi numa quinta-feira.


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O guia turístico, na Serra do Cipó:


- Essas pinturas rupestres são de antes da Pandora rachar.
- Pangéia.
- Pandora.
- Pandora é a da caixa.
- Mas tem Pandora também...
- Não, não tem.
- Puxa, aprendi mais uma.


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Em Florianópolis:


- Todo mundo fala do Rio, mas pelo menos lá o crime é organizado... e aqui que é uma bagunça?


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Em São Paulo:

- Fica tranqüilo, tua parcela deve ficar em torno de mil, mil e quinhentos... nessa faixa etária.


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Êeeeeeeeee braziuzão.

3.27.2009

Descobri, ontem, que durepox não funciona sozinha.

1.29.2009

Somethin's wrong cause my mind is fading,
and everywhere I look there's a dead end waiting




Ok, eu tentei fazer outro blógue. Mas não deu, sabe? Tem gente que fica fugindo de paparazzi bloguístico (é assim que escreve paparazzi?), ou melhor, que precisa fugir dos ditos cujos, mas eu não, sabe? Não preciso porque vivo no anonimato total. No mundo real e no virtual e nesse mundo que só existe aqui dentro da minha cabeça também. E eu preciso desse blógue aqui, porque ele já virou uma coisa fora do controle, e me chama, e me traz, e me cobra, e fica puto quando eu dou as costas alegando falta de tempo, ou inspiração, ou vontade. Porque sempre é mentira. Claro. Então voltei: o novo blógue prometia uma mentira por dia, mas era mentira. Todas as mentiras eram verdades. Comecei com uma de leve... mas não quis, porque as filhas das putas eram todas verdades. De lá resolvi não trazer nada, deixa como está. Algumas, tímidas, pedem para vir e me incomodam, e quem sabe eu possa lidar com elas aqui também? Veremos. Baby steps, honey. Baby steps.



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Feliz doismiuinove.

12.20.2008

cabô. fim. nâo quero mais. reclamações: drilad@yahoo.com.br. bjotiau.

10.25.2008

De novo e pela última vez: comentário de cu é rola.

10.24.2008

Freedom's just another word for nothin' left to lose


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E só.

9.20.2008

A friend with weed is better


Yeah, right.



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Vem aqui hospedar dois gaúchos e depois me diz se tu é homem messssssmo.

9.05.2008

Tá tudo de cabeça pra baixo de novo... essa vida é muito doida, véi.

8.11.2008

Short memory



Faz um tempo, uns dois anos, um amigo que estudou comigo no primário inventou de me colocar como moderadora (ou mediadora, sei lá qual é o termo certo) da comunidade do colégio onde estudamos. Dele eu me lembro perfeitamente, um japa tímido e muito, muito, muito inteligente, seguindo o padrão. Encontrei mais meia dúzia de pessoas daquela época. Meia dúzia é exagero, umas quatro, que foi o máximo de amigos antigos que minha memória pode trazer à tona. Ok, o tempo passou e eu esqueci até da tal comunidade. Pra você ver o quanto sou boa no quesito lembranças. Aí que hoje resolvi dar uma olhada nessa comunidade. Achei um tópico lá que procurava pessoas que estudaram na mesma época que eu. Tinha umas cinquenta respostas. Fuçei, entrei em perfis, olhei fotos, li recados, pesquisei amigos, amigos de amigos, nomes de professores, inspetores, relatos de viagens, comunicados de morte de colegas, fiz o que pude. Mas não lembro de absolutamente ninguém. Absolutamente ninguém.


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Será que sou eu a lesada demais ou o resto do mundo que é muito esperto?

7.28.2008

I got hell looking up, heaven looking down




Sabe que até que foi muito muito muito mais legal do que eu imaginei? Esses meninos da república são uns fofos. Cuidaram tão bem de nós que me apaixonei pelo camping de alvenaria. Pena que a coisa toda acaba e logo pulam aqui na minha frente as contas, as malditas contas, trampo, contas, tosse, contas, asma, contas, voz rouca por demais e contas, muitas contas. E vamo que vamo, merda, trabalhar mais e mais pra pagar as contas demoníacas.


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Falar em demoníaca, não é que tinha uma cama lá possuída pelo demônio? A belzebu-sem-vergonha quebrou sem motivo aparente, quase fez Anine adquirir uma simpática fratura de fêmur, se recusou a passar pelo corredor, deu um jeito de apagar a luz e depois ainda ficava esticando a perninha pra gente tropeçar. Tentamos convencer os moradores a queimá-la, mas eles não quiseram. Então não há mais nada que possamos fazer. Agora estão lá eles com a cama-exu e eu aqui, tendo pesadelos com a dita cuja chegando de madrugada aqui em casa pra me buscar. Creda.


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E, finalmente, falar em creda, vai ali baixar Pathology que é do caralho. Não, inda não estreou. Sim, vale a pena piratear.

Sorte de hoje: Você terá uma velhice confortável com riqueza material.


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Ã-hã.

7.15.2008

Estou há mais de ano cogitando o que fazer com o canteiro onde estava o “plantão”. O “plantão” era uma planta bem das vagabundas, e não faço a menor idéia do nome dela, mas que dava uma folha i-men-sa e daquele verde tão verdinho de planta, que você passa a adorá-la, mesmo sendo horrorosa como é. Quando nos mudamos pra essa casa, ela já morava aqui e,exagerada, nem se incomodou em não atrapalhar a garagem. Esparramou-se com o prazer dos arrogantes, suas folhas gigantescas a bloquear meia garagem. Tive um certo respeito por ela, moradora mais antiga que era. Deixamo-a como quis, e usamos a outra garagem. Aí chegou uma empregada absolutamente tapada, e não entendeu que o “plantão” estava ali, reinando solene, simplesmente, e não só a podou demais, como passou a jogar todas as folhas secas que varria em cima do pobre “plantão”. Ele não resistiu aos ferimentos e, com múltiplas fraturas e escoriações graves, veio a falecer pouco após a chegada do Biruta. O canteiro morreu, simplesmente. Nessa época minha mãe estava aqui, doente, sem andar, sem movimento das mãos. Eu não vi que o “plantão” estava morrendo. Fui negligente, confesso. Mas, o que há de se fazer? Eu gostava do “plantão”, admirava-o. Mas ele se foi, e sobrou só a árvore das flores mais vermelhas que já vi. O resto é uma terra que resseca muito rápido em volta, e eu aqui matutando o que plantar ali. Tem que ser algo à altura do “plantão”: resistente, imponente, folgado, exibicionista. Vira e mexe rodo numas lojas de plantas e assunto aqui, assunto ali. Em meio a esse meu delírio do canteiro perfeito, em homenagem ao “plantão”, nem percebi que os cachorros já tomaram conta do canteiro. Vivem cavocando a terra que mais parece uma areia agora, enterram coisas, coçam as costas, sujam as unhas e patas. E adoram. Eu, burrinha assim, não liguei uma coisa à outra. E eis que hoje, durante a sessão regação-que-a-moça-do-tempo-disse-que-não-vai-chover-nunca-mais, tive uma epifania. O canteiro é dos cachorros agora, sua tonta. Não tem mais terra pra eles em lugar nenhum, as ruas são asfaltadas e não vamos a parques. Aquele pedacinho de 1x0,5m é tudo o que eles têm de contato com a terra, e agora são donos de lá. Até as plantas entenderam, você não acreditaria: nem mato cresce ali. Nem um capinzinho de nada.



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Aí fico me perguntando agora: será que o “plantão” sacrificou seu espaço pros meus filhos? Será que ele soube que esses serão os únicos filhos que terei?

7.10.2008

And you can't always get what you want, honey.
You can't always get what you want.
You can't always get what you want.



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Yeah, yeah, I heard you the first time.

6.26.2008

Destesto ter pena das pessoas. Mas eu tenho. Merda.

6.25.2008

Excuse me while i kiss the sky



Liberdade é estar num lugar onde celulares (essas coisinhas do demo) simplesmente não funcionam.

Laje sobre o Tietê. Taí um nogoço que eu não posso morrê sem vê.


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Tô achando que é roubada, mas... já me inscrevi. Bora ver no que dá.


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Isso (ou aquilo) não vai dar certo, e sabe por quê? As pessoas são umas putas e mentem.


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Cansei de ser simpática. Tô com saudade da minha grosseria fofa e doce.


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É promessa, daquelas de tranca-rua: rola meia dúzia de rompimentos comportamentais, ou mais.


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Não é pra fazer sentido pra vocês, queridos. Vão lavar dois tanques de roupa e deixem minhas resoluções de ano novo pessoal em paz.

6.13.2008

Essa semana fui dar uma oficina de livro gigante. A diretora da escola pediu para que usássemos o tema "festa junina", que está por acontecer. Resolvi então escrever com eles (pequeninos, 6 ou 7 anos) a história da Dona Pipoca e do Seu Amendoim. Antes, claro, comecei a contar a história de São João e a lenda do milho, só para quebrar o gelo. Eis que estou eu lá, toda empolgada, cheia de caras e bocas, quando vejo de rabo de olho um menino de braços cruzados e cara emburrada.

- O que foi, meu bem?
- Sou evangélico. Não posso ouvir história de santo.
- Não pode nem ouvir? É só uma lenda, não quer dizer que aconteceu.
- Não posso. Odeio santo.

Uma menina, sentada ao lado dele, se horrorizou:

- O sangue de Jesus tem poder! PROFESSORA, ESSE MENINO TÁ AMARRADO!!!


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Valeu cada centavo de gasolina gasto pra ir até o outro lado da cidade.

6.09.2008

Hating all the faking


Tyra não engana ninguém com essa história de "super-size". Não mete essa de ficar perto de gordo pra parecer mais magro. Na boa.


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Dessa vez fui mais esperta e já olhei no site gringo. O que reafirma: Tyra quer, definitivamente, parecer mais magra (fecha spoiler).

Aposto vinte centavos que, imediatamente após ler o post abaixo, Max pensou: "yeah, fluoxetina rules".

6.06.2008

When you got nothing, you got nothing to lose,
you're invisible now, you got no secrets to conceal.






O aniversário foi foda. F-O-D-A. Amei, tava todo mundo lá. Até Carol e Álvaro vieram de São Paulo com meu afilhado fofo e delícia. Fiquei doida e dormi na fogueira e fiquei doida e joguei bingo e fiquei doida e apaguei uma vela de pinto e fiquei doida e perdi no truco e fiquei doida e entrei na piscina gelada e fiquei doida e conheci gente nova e fiquei doida e perambulei pela grama e fiquei doida e dei risada e fiquei doida e abracei e beijei as pessoas. Foda. Trintão bem começado, esse. Duvido que você já tenha tido uma festa assim. Nunca me senti tão feliz.



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Logo em seguida festa junina com direito a aluguel de fantasia chique. Maquiagem e tranças. Dança de quadrilha. Pinga com mel. Um fininho só, que a seca em BH é a pior dos últimos vinte anos, conforme informações de fonte idônea. Música ruim e risadas. Mais dança e risadas e beijos e piadas e cerveja e pastel de angu com recheio de queijo molinho puxa-puxa. Nunca me senti tão feliz.


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O amor de lá e a paixão daqui, ou vice-versa. Não importa. Importa é que o vazio tem sido preenchido. Amor e marido e amigos e mãe e tia e amor e cães e gata e peixes e paixão e a novidade e o frio na barriga e a saudade e o amor. Nunca me senti tão feliz.


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Pé torcido, inchado e meio roxo; unha descolando do dedo; muitos quilos a mais do que eu gostaria; estágio sete horas da madrugada; outro estágio na Febem; cabelo assumidamente solto e enrolado e grandão; mil trabalhos e provas e projetos e textos e ensaios e leituras; e o sono, deusdocéu, o sono aqui. E mesmo assim nunca me senti tão feliz.

5.10.2008

Release control, we're breaking through




Fim de noite numa gafieira: serve pra descorbrir que tem coisas que o dinheiro literalmente não compra.


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Plano de aula: Escher. Projeto fanzine: Escher. Trabalho de cor: Escher. Tô achando que rola um apaixonamento unilateral.


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Amigos fofos: colar de fuxico e tiara de pano divertida, presente gostoso que chega a brotar lagriminha.


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Aniversário chegando: gripe na certa, com manchas vermelhas aqui e ali. Scary.


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Aniversário chegando: a grande virada dos 30. Tem festa grande lá no meio do mato. A grande virada, espero.


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Aniversário chegando: quem é essa mulher me olhando de volta no espelho? E o que emnomededeus ela fez no cabelo pra ficar desse jeito?

5.08.2008

cãmpinróque. eu fui?

4.29.2008

irmão: Aí eles estão tentando regularizar a prostituição. Acho que vai rolar tipo um CREA das putas.
eu: Justo.
irmão: Só que, nesse caso, obviamente seria CREU.


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saudades da família de mentirinha.

Oh, sit there, oh, count those raindrops.
Oh, feel'em falling down, honey, all around you.



Camping. Rock. Amanhã. Foda.


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Coisa de hippie sujo, como disse meu amigo novo. Adoro.

4.28.2008

Hoje é assim. Amanhã poderá não ser. Ou melhor, não será. Se tudo der certo.

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Créditos iniciais
Soundgarden - Outshined

Acordando
Slayer – Angel of Death

Primeiro dia de aula
Smashing Pumpkins – Bullet with butterfly wings

Se apaixonando
Rolling Stones – Not fade away

Música da briga
Portishead – Fun for me

Terminando tudo
Smiths - What difference does it make?

Formatura
Guns n’ Roses – Used to love her

Aproveitando a vida
Sisters of Mercy – Gimme Shelter

Caindo aos pedaços
Red Hot Chilli Peppers – Scar Tissue

Dirigindo
Audioslave – Like a stone

Flashback
Talk Talk – It’s my life

Reatando o namoro
Temple of the Dog – Hunger Strike

Casamento
Sex Pistols – My way

Pagando os pecados
Traccia Mista – I´m a believer

A véspera da guerra
Foo Fighters – Walking after you

Momento de Triunfo
R.E.M. – Drive

Cena da morte
Fun Love Criminals – Scooby’s Snacks

Música do Funeral
Metallica – The memory remains

Créditos Finais
Screaming Trees – Nearly lost you

Bonus Track
Michael Jackson – The way you make me feel

4.25.2008

Todo dia eu passo por um quadrinho lindinho aqui de casa, que comprei não lembro onde. Tem umas ilustras de comidinhas. Lindinho. Todo dia eu passo por ele e digo: esse quadro está torto. Precisa ser arrumado. E passo por ele, simplesmente. E todo dia a cena se repete, todo santo dia, every single fuckin’ day.


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Bem vindo ao meu mundo.

Nearly lost you



E eu repito o interminável mantra: desprendimento, querida, desprendimento… e os catálogos vão acabando, os recortes me lembrando que sempre faltará algo, o arrancado e o nulo.


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E essa paixão que eu não entendo de onde veio e nem pra onde vai? Doce e doce. Doce.


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E preguiça de flog. Ninguém vê mesmo. Nem blog, mas esse é só pra mim, então, tá de boa.


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E preguiça de foto brega também. De cavalo e flor, então, nem se fala. PAREM de tirar foto de cavalo e flor AGORA que eu tô mandando.


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E o trabalho não acaba e o mau humor aqui, ó. Olha ele aqui.



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E em breve, os créditos iniciais. O problema é que esses filhosdasputas mudam todo dia. Dizem que isso é bom. Pode ser. Mas caaaaaaaaaaaaansa.

3.12.2008

Ah, tá, tem novidade. Maqes foi (re)transferido (de volta) pra São Paulo. Pensaremos no que fazer a respeito.

Só pra minha preta (e/ou um dos posts mais inspirados de todos os tempos)


Favor comparecer em honrada companhia de sua alma imortal ao setor 1 (hum), imediatamente, se possível e de vossa vontade assim for. (...)

2.29.2008

Digging the grave



Logo no meu primeiro dia de estágio (não-remunerado, então foda-se):

- Ei tia!
- Não sou sua tia.
- Desculpa. Professora, você vai dar aula de matemática?
- Tá doida?

Sinto dedinhos me cutucando. Odeio cutucos e odeio dedinhos cutucantes.

- Oi, eu sou a professora de matemática.
- Sinto muito. Por você.


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Vamos ao bolão: quanto tempo vocês acham que levarei até ser despedida? Mas sem apostas infundadas, por favor. Lembrem-se que ser despedido de um estágio não remunerado é para poucos.

2.28.2008

Descobri que estou enjoada de todas as cinco mil, seiscentas e oitenta e uma músicas da minha playlist; de todas as cento e pouquinhas do meu iPobre, e também das quatrocentas e tantas do meu celular novo, lindo e chique que ganhei do Maqes e que veio com um inacreditável cartão de dois gibas (como diz minha mami informatizada até o osso). Então, bora baixar mais uma tonelada de power metal, speed metal, black metal, viking metal, war metal, death metal, black-death metal, brutal-death metal, grindcore, metalcore, trash metal e trashcore, até que meus ouvidos voltem a sangrar e eu sinta saudades de coisas como Thompson Twins e Spandau Ballet.

2.14.2008

We would like to say
Things go both ways





Então, o carnaval foi isso. Foi uma merda descobrir que sou oficialmente uma tiazinha. Fizemos amigos novos, e duas amigas muito fofas também, o que é uma raridade; bebemos muito muito muito muito mesmo; a música era horrível, mas até que num dia lá acordamos às oito e pouco da madrugada com um Black Sabbath qualquer; sete pessoas num quarto minúsculo, das quais pelo menos três estavam doidas pra transar; muita chuva e a tal da Praça Tiradentes que cheira mesmo a xixi. Na boa, balada de moleque. Eu não tenho mais energia, mas me comportei como tal, com direito a vomitar na rua e tudo mais. Foi legal. Eu não poderia morrer sem ter passado um carnaval lá. Ou poderia, agora jamais saberei.



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Teve coisas boas, sim. Sempre tinha um cara te servindo cerveja super gelada e os bixos são deliciosamente mal tratados. Os moradores da república são em sua maioria uma simpatia, e a casa estava sempre limpinha e arrumadinha e coisetal. Pena que meu fígado, pobre fígado, não acompanhe mais. Pena.



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E minhas aulas que recomeçaram? Ai que preguiça. Calmacalmacalma, só mais dois anos, repito para mim mesma, mas parece que não resolve. Dois anos é muito tempo. E dois anos não são porra nenhuma.



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Vou arrumar meu guarda roupa. Se nenhuma criatura mutante de tentáculos gelequentos (adoro falar gelequento) nascida da cruza de cartinhas de amor infantis com apostilas de química analítica quantitativa IV me sugar lá pra dentro, devo reaparecer em breves dois ou três meses. Paciência, pois.

1.29.2008

Here comes the rain again




Por algum motivo que desconheço, hoje reconheci que adentrei 2008 total e absurdamente viciada em repelente, fofoca, óculos de grau, drogas naturais, artificiais, de venda livre, controlada ou ilícita, Project Runway, cereja fresca, música confortável, ócio improdutivo e pensamentos suicidas. Isso pode não ser exatamente um bom sinal.

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- Adorei aquele incenso que você me deu. Já procurei em tudo quanto é lugar e não acho. Quando passar na lojinha, compra outro pra mim?
- Claro, mas nem lembro qual incenso era…
- O nome eu também não sei, porque na caixinha tava tudo escrito em indianês…


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Carnaval em Ouro Preto. Numa república. Tenho bons pressentimentos.


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O André me disse que Ouro Preto no carnaval cheira a xixi. Acredito. Salvador também cheira, e nem carnaval era.


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Vontade de ver um filme de kung fu.

1.25.2008

When I was a child I had a fever



Lembra? Eu lembrava. Vi esse filme pela última vez - antes de ontem, claro - quando tinha uns 13-14 anos, nooooossa, foi um dos filmes da minha vida. Careta estava eu no dia que vi, mas descareteei por causa dele, acho. Atazanei Maqes por anos, porque ele tinha que ver esse filme, sabe? TINHA que ver. Eu também tinha que ver de novo. Comprei algumas vezes o DVD, mas nunca que tinha legenda. Eu canto todas essas músicas sozinha aqui quando sozinha aqui, sei o que querem dizer, mesmo com meu parco inglês, mas eu precisava mostrar pro Maqes com legendas, sabe? E isso me torturou, porque tínhamos que ver. E ontem vimos, graças aos meus novos poderes eMulísticos. E eu pirei menos, mas pirei. Dei risada até. E descobri que a tal febre, a do Pinky, foi por causa do rato... uma crise de lactospirose, como diz minha empregada debilóide. Ou talvez só uma crise de amor, dessas que fazem definhar. Pode ser isso. Um caso agudo de amor dolorido e feio, desesperado e inútil. Mas que mantém esse muro alto, e, deusdocéu, como precisamos desse muro.


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Vou ali criar mais algumas fileiras de tijolos e já volto.

1.23.2008

Estamos agora, eu e Maqes, de dieta macrobiótica, tudo natureba, tudinho. Inclusive cerveja, que diz que tem cevada, e se tem cevada, é natural e integral. Pretendemos emagrecer, juntos, o equivalente a uma criança de dez anos. Boa sorte para nós.

A empregada veio me contar que vai casar nesse final de semana, creio que com segundas intenções. Mas olha só, que agora sou uma pessoa calma, que toma remédios controlados mil, que dorme melhor e que come coisas naturais e integrais. Fingi que não entendi, dei os parabéns e bola pra frente. Aparentemente as crises de consciência pesada diluíram-se com a ansiedade e saíram, todinhas, na cerveja que vomitei sábado, no meio de todo mundo, de frente pro bar da casa de xôu e na cara do bartender.

Maqes é uma coisa doutromundo mesmo. Aí ele viu no Mercado Livre essas caixinhas de som aqui e correu para satisfazer essa minha tara por coisas munitinhas que beira o ridículo. Só um problema: os olhos dessa coisa realmente mexem conforme a música. Não sei se conseguirei viver com pingüins assustadores revirando os óinho a cada Slayer live in Budapest. Essa noite já rolou um pesadelozinho básico, depois eu conto.

Descobrimos que uma Belina 78 não agüenta a viagem de BH pra São Paulo. Se você tem uma, esquece. Ela não agüenta.

Minina, falar em não agüenta, deu uma praga de pernilongo aqui em casa que eu vou te contar. Já se foram litros de repelente. Odeio ter que usar repelente na minha própria casa. E logo em seguida vejo na televisão que Minas é área de risco de febre amarela. Pronto. Nunca mais dormirei tranquila. Quem mandou morar na roça? Em tempo: velas de citronela não funcionam. Juro que mandarei uma foto dum mosquito pousado na porra da vela acesa pro fabricante dessa merda, exigindo uma indenização milionária.

Agora eu sou uma pessoa muito muderrrrrrna, que sabe baixar filmes, colocar legenda e gravar em DVD, e sabe até gravar cópias dos filmes pros amigos. Mas se você acha que esse é o cúmulo da pirataria, é porque não me viu ripando um DVD pirataço dum show do Stooges, que foi copiado por um amigo de outro amigo que comprou por trêrreau. Os pirateadores que se cuidem, que essa minha galera não tem escrúpulos. Logo estarão desempregados, assim como nós.

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Como sempre, tem mais coisa pra dizer, mas simplesmente não me lembro. Fica para a próxima, e bom 2008 pra vocês.

12.13.2007

Mother, did it need to be so high?




Eu lembro que tinha uma piada, que acho que era na verdade uma fábula disfarçada de piada, sobre um cara que não agüentava a bagunça dos filhos em casa, e foi conversar com o padre da cidade. Aí o padre mandou ele botar uma galinha em casa, no meio da sala, e depois uma dúzia de galinhas, depois um bode e um porco e não sei o que mais. Aí, quando o cara tava à beira da loucura, o padre mandou-o se livrar dos bichos, e ele agradeceu eternamente ter apenas a bagunça dos filhos. Então, sabe essa piada? É a minha vida de semanas pra cá.

E eis que andava eu chateada, deprimida, sem vontade de cantar uma bela canção, querendo o divórcio e/ou suicídio social, imaginando porque diabos as coisas eram tão do jeito que eu não queria que fossem. Olhaí, tonta, o que te aguarda, não fosse esse marido que agüenta tuas loucuras sem reclamar, que faz tuas vontades, que te mima e te ama. Vai lá, estúpida, e pede o divórcio. Mas pede agora que tu não tens onde morar; aproveita e volta para a praia, essa mesma que reclamas tanto de estar longe. E tem mais, volta a morar com tua mãe, que é um doce e te entende e yadda yadda yadda. E prepare-se para ouvir, até o fim dos teus dias infelizes, frases como:

- Essa mulher que você foi visitar não trabalha não? (porque chegaste depois da meia noite numa quarta feira, e a tal “mulher” era, até dias antes, aquela menina simpática)

- Claro que você não entregou os filmes que eu pedi. Você não se lembra de nada que eu te peço. (depois de intermináveis e torturantes passeios no shopping, logo tu, que és claustrofóbica)

- Por isso esses cachorros estão deprimidos, essa ração que vocês dão para eles é uma merda. (raçãozinha “merda” que custa, por quilo, mais caro que filé de peito de frango)

- Porque você não joga essa bagunça logo toda fora? (“essa bagunça”, no caso, consiste em tua mesa de trabalho: anotações, papéis, provas, cd´s, calculadoras, amostras, impressora e computador)

- Você vai ter coragem de ir de chinelo? (sendo que: 1) o lugar onde tu vais é a locadora, justamente para devolver os filmes idiotas; 2) a locadora fica a três quadras da tua casa e 3) foda-se, tá um calor da porra)

- Vamos pregar aquele quadro ali que aqui não tá muito bom. (e tu odeias o quadro e está só esperando ela ir embora para icinerar o coisa-ruim)

- Vamos pregar aquele quadro ali que aqui não tá muito bom. (e tu tentas despistar e “amanhã pregamos, mãe”)

- Vamos pregar aquele quadro ali que aqui não tá muito bom. (e tu finges que não ouviu)

- Vamos pregar aquele quadro ali que aqui não tá muito bom. (e tu desistes... e pregas a bosta do quadro e fica amaldiçoando tua incapacidade de dizer não)


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Caso eu sobreviva, ainda tem mais: natal e ano novo com elas. Elas quem? Minha sogra está vindo, chega hoje. Vai ser um espetáculo.

12.01.2007

Senão, (provavelmente) morreria de fome.

E outra, kassab-e-sua-caça-bendita-aos-outdoors-malditos, acho ótimo. Gosto dele. Principalmente porque moro em BH.

E falar em faculdade, dia desses vou botar a foto de um trabalho meu aqui que causou. Dia desses que eu aprender a botar fotos.

Falar em ONG, meu antigo chefe me pediu para voltar. Aquele mesmo que mandei ir tomar no cu. Aparentemente o cara que contrataram pra me substituir roubou um monitor flét e a torre também. Pentium sei lá o que, mas suuuuuuuuper muderrrrrrno; e por esse motivo apenas me tornei imediatamente a única e exclusiva opção mais viável. Vou lá, né? Custa nada. Minha única condição: trabalhar em casa. Ainda não terminei a faculdade e não terei direito a cela especial (homicídio duplamente qualificado... cela especial... sacou?).

Comentário de cu é rola.

11.07.2007

O amor é cego my ass.


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Só se for daqui, que de lá a coisa anda empelotada de tão esquisita.


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Ou será que nem amor era?

10.23.2007

I was lost in the pages of a book full of death
Reading how we'll die alone





Ó, amada pseudo-dezáiner-pseudo-professora-pseudo-artista-pseudo-investidoradabolsa-pseudo-escritora, a que devemos a honra de um novo post seu, ainda que ruim? dirão meus milhares de fãs espalhados pelos quatro cantos do mundo, e, quiçá, do universo; ao que respondo, com franqueza: milhares de fãs, se eu soubesse quem são vocês, para vocês e apenas para vocês escreveria mais... no momento, só sei quem é a Suzana, então, beijo pra Suzana, e post novo pra Suzana, porque a Suzana merece e a Suzana me manda emails (mentira, a Suzana me mandou um email só) e de hoje em diante eu não gosto mais de vocês porque ninguém me manda mais emails e só gosto da Suzana e só escrevo de novo quando a Suzana mandar. E tenho dito.



- Agora sim, fui despedida de verdade. Foi feio o negócio. O mula sem noção me acusou de bloquear o site deles. E sabe como ele descobriu meu plano diabólico? Quando tentou salvar um banner em Flash que tem lá com o botão direito do mouse e não conseguiu. Valei-me. Foi a gota d´água. Joguei as porras das pastas todas no chão e mandei meu chefe e um outro cara que estava junto irem um foder a mãe do outro, e em seguida foderem um ao outro. Nem sei quem era o cara com ele. Aí meu (ex)chefe achou por bem desligar-me da insituição. E eu achei por bem mandá-lo enfiar essa merda de emprego no olho do cu, antes de sair batendo a porta. Nunca me senti tão bem em toda a minha vida.


- Claro que eu (também) ando me sentindo bem por causa do Prozac que o mediquinho véiozinho me receitou. Veja bem, não foi tão difícil conseguir:

- Minha jovem, qual o problema?
- Tô triste. Não paro de chorar.
- Aconteceu alguma coisa?
- O de sempre. Tô desempregada, cheia de conta pra pagar.
- E a família?
- Meu marido acha que eu sou um fusca.
- Filhos?
- Não, brigada.
- Mãe? Pai? Avós?
- Mami mora em Santos, papi também. São separados, e quase não o vejo porque ele é alcoólatra. Detesto minha vó viva, a outra morreu.
- Irmãos? Irmãs?
- Um irmão, morreu vai fazer nove anos.
- Tios? Tias? Primos?
- Tios e tias, morreram todos. Primos, não tenho contato.
- Tem amigos?
- Pra caralho. Mas não consigo achá-los.
- Ih.
- Pois é.
- Quer um antidepressivo?
- Pode continuar bebendo cerveja?
- Claro.
- Então eu quero.
- Você não usa drogas, né?
- Quais?
- Ih.
- Calma... ok, não uso.
- Melhor assim
- Também acho.

E eis que já estou no segundo mês das pílulas mágicas de felicidade. Felicidade a trinta mangos a caixinha. Felicidade a um real por dia. Bacaninha. Não sei por que não pensei nisso antes.


- Que eu não consigo achar meus amigos é mentira. Tem meu amor, meu querido amigo André que fica aqui em casa pajeando meus totós quando viajo, vai pro boteco comigo quando tenho que esperar o Maqes sair da aula, me compra pão de queijo e café e água com gás e doce e o que mais eu tiver com vontade de comer, me espera no dentista e depois faz mousse de maracujá porque eu tenho que comer comida geladinha, me lembra das provas e trabalhos, me ajuda a limpar a tela de serigrafia, assiste dezenas de jogos hediondos da liga infantil do Caiçara enquanto espera o aviãozinho buscar tóchico pra nós, me ama um montão e ainda por cima me conta as melhores histórias do mundo. Essa eu quase tive um troço de tanto rir:

"Você sabe que no interior não tem padaria, né? Tem umas mercearias, que vendem de tudo, inclusive pão, roscas, etc. E também tem café, leite, e o povo pode tomar um lanche ali mesmo se quiser. Aí foi esse cara na mercearia, faminto, e pediu uma rosca. Também pediu um café e pediu para que o tiozinho passasse manteiga na rosca pra ele. O tiozinho quase teve uma convulsão: VOCÊ QUER QUE EU CORTE A ROSCA NO MEIO E PASSE MANTEIGA? TÁ LOUCO? E o cara, o que é que tem, a rosca é minha... mas o tiozinho não botou uma fé: TÁ LOUCO? A ROSCA É DOCE!!! NÃO PODE PASSAR MANTEIGA!!! E o cara, que tava com fome mas não era bobo, sugeriu: então faz assim, embrulha a rosca e me dá um pote de manteiga que eu vou levar. Menos bobo foi o tiozinho, que já logo sacou qual era a do cara: DE JEITO NENHUM! VOCÊ PENSA QUE EU SOU IDIOTA? SE EU TE VENDER A MANTEIGA, VOCÊ VAI PROFANAR A ROSCA NA SUA CASA! E FORA DA MINHA MERCEARIA!!! E não vendeu a manteiga, e nem a rosca e nem o café. E o cara saiu de mãos abanando." Amei.


Tem algumas novidades ainda, mas tô com preguiça. Vou ali comprar TNLP3 e TNLP4 porque o Maqes mandou. Té mais.

8.17.2007

Décadence avec élégance




- Meu professor falou de um texto meu: menos pueril, né, garota? achando que eu não sabia o que significava e se fodeu, pois minha resposta foi de uma inspiração cósmica: pueril é a puta que te pariu. Pela salva de palmas, obrigada.

- Fui semi-despedida. Meu chefe deve ter descoberto que eu andava trabalhando escondida. Cortaram meu salário pela metade, mas minha presença diária não é mais obrigatória. Noves fora, saí ganhando, já que provavelmente eu seria condenada a 30 anos por homicídio premeditado duplamente qualificado.

- Esses dias lembrei o dia exato em que perdi a inocência. Não, não foi quando perdi a virgindade (coisa mais antiga isso...). Na ocasião, eu já tinha perdido a inocência há muito tempo.

- Meu outro professor, o de escultura, adotou o filme “O Albergue” como tema de suas aulas. Fiquei imensamente feliz. Nunca mais vou faltar na aula dele.

- Meu amado marido me comparou a um fusca. Pau pra toda obra, manutenção barata, bonitinho... não sei se fico feliz ou triste.

- Conheci um coelho de rua. Ele come a grama da casa da Li, e faz uns cocôs engraçados de bolinha. Quase o peguei, não fosse o motoqueiro estúpido chegar com sua moto estúpida e gritar estupidamente: olha, é um coelho de verdade! Fiz uma trilha de cenoura para ver se ele vinha, mas ele foi mais esperto que eu. Tipo o Pernalonga.

- Meu cachorro vira-latinha tem gostos refinados: muito lhe apetece o Veja Limpeza Pesada. Já o Veja Multi Uso lhe parece por demais... como direi? Cotidiano.

- Voltando ao meu amado marido, quero deixar registrado que ele é o maior SPOILER vivo. Eu, inocentemente reclamando que perdi o espisódio da semana passada de America´s Next Top Model, e ele: ué, procura na internet! Aí vai a lesada aqui entrar logo no site oficial, sem nem cogitar a hipótese de que os gringos já tão no oitavo ciclo. Conclusão, tava lá bem grandão a ganhadora do sétimo. Pelo menos não foi a megabitch Melrose. Adorei.


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Chega. Vou ali pegar algumas horas de fila para ver o filme dos Simpsons e já volto. Caralho, já não era sem tempo.

8.08.2007

You're in the psycho circus
And I say "welcome to the show"




Eu devo ser a única pessoa no mundo que fica triste por não poder trabalhar mais. E provavelmente também sou a única pessoa no mundo que procura mais trabalho para fazer durante o expediente – e o faz escondido do chefe.


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Paradoxo do dia: eu sempre quis um trampo como o que eu tenho agora... e nunca estive tão triste.

8.02.2007

It's good enough for me



Voltei, depois de quase três semanas comendo filés de pescadinha fresquinhos, porquinho frito no fubá, anchova assada cheinha de farofa dentro, escondidinho de camarão, arroz de polvo e mariscos à vinagrete na casa da minha mami. Cinco, seis ou sete quilos mais gorda - aqueles mesmos que eu penei tanto para mandar embora. Valeu cada grama. Voltei, depois de muito colinho e mimos. De muita saudade exterminada nas longas conversas sobre a vida alheia, a nossa mesmo e esse grande futuro que parece nunca chegar, já ter passado e não ter fim. Das lágrimas pela minha tia que se foi e das risadas provindas do inglês engraçadíssimo da minha mami, que insiste que a série se chama Law and Order Special Vips Júnior. Voltei com a gripe do terror, já desacostumada desse frio de São Paulo. Voltei, sem vontade de começar de novo, sem vontade de reencontrar essa gente que não tem quase nada a dizer. Mas voltei, fazer o quê? Dieta, cabelo vermelho (que cansei de ser loira), quilos de roupa para lavar, novos planos, o bar barulhento, a cerveja barata e os cachorros por aqui, esses focinhos gelados e molhados me lembrando que as pessoas não importam. Essa é a minha casa.


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E logo de cara encontro no MEU computador do trabalho o seguinte arquivo: “como jogar COUTRE STRAK”. Eu mereço.

6.14.2007

I'll probably never see you again



E aí tem esse menino que estuda comigo, que eu achava que era a cara do Matt Damon, até assistir Os Infiltrados, quando descobri que Matt Damon é muito parecido com Mark Wahlberg, e esse menino que estuda comigo e que eu achava que parecia com Matt Damon na verdade parece muito mais com Mark Wahlberg, que, antes de ser um ator de respeito e bem cotado e coisa e tal, atuando ao lado de uns caras fodões como Jack Nicholson e Martin Sheen, era o patético Marky Mark, irmão do igualmente patético Donnie Wahlberg, bad boy do New Kids on the Block, que por sua vez anda atuando por aí em filmes legais, como Jogos Mortais 2 e 3, interpretando o tal detetive, e, embora eu não o tenha reconhecido e esteja infinitamente surpresa com essa relação entre o menino que estuda comigo e o Apanhador de Sonhos, me parece totalmente justo que um dos Wahlberg (não importa qual, eles também são parecidíssimos) interprete o retardado da história.


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De modo que só me restou buscar a relação dos maravilhosos Wahlberg com Kevin Bacon. Tristemente, só alcancei um Bacon 2 de cada um deles. Aqui.

6.10.2007

Master...........master.........

Aí que descobri que gosto do Metallica desde que as guitarras eram pontudas.

6.01.2007

(eu) - dez anos dia 7. dez anos num segundo...
(maqes) - bodas do que?
(eu) - estanho.
(eu) - coisa esquisita...
(maqes) - o mundro é estanho.
(eu)- e totalmente blogável.

5.31.2007

Take this job and shove it



- Tenho um trampo aqui procê.
- Manda.
- É um tablóide de ofertas, 4 lâminas A3, dois mil e trezentos produtos.
- Não cabe.
- Cabe. O problema não é esse, é que preciso disso pronto pra daqui a cinco dias.
- Ha-ha.
- Sério. Mas tem mais um probleminha, não temos as fotos dos produtos. Você poderia tirar as fotos também?
- Deixa eu ver se eu entendi: você quer que, em cinco dias, eu tire fotos de dois mil e trezentos produtos, trate duas mil e trezentas fotos, e depois faça todas elas caberem em 4 lâminas?
- Sim. Mas as lâminas são A3. Cabe.
- Ah, vá a merda.


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Não quero mais brincar. Vou ali ganhar na Mega Sena agorinha mesmo.